- Messias já conversou com 76 dos 81 senadores desde a indicação ao STF, mas não falou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- A falta de clima com Alcolumbre ajudou a atrasar o envio da documentação pelo Planalto, mesmo após o nome ter sido enviado ao Senado.
- Além dele, não houve diálogo com o ex-presidente Rodrigo Pacheco e com três parlamentares de oposição: Flávio Bolsonaro, Sergio Moro e Hamilton Mourão.
- Os dois últimos possuem assento na Comissão de Constituição e Justiça, responsável pela sabatina e pela necessidade de ao menos 14 votos entre 27 membros.
- A expectativa é que o “beija-mão” seja retomado a partir de segunda-feira, 6 de abril, e a ida de Pacheco para o PSB pode ajudar a angariar apoio.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, teve a indicação ao STF formalizada no Senado e já iniciou a prática de buscar apoio. A formalização ocorreu na quarta-feira, 1º, para a cadeira vaga desde outubro de 2025. O objetivo é avançar com a sabatina e aprovação.
Desde o início da articulação até a confirmação, Messias já conversou com 76 dos 81 senadores, segundo apuração do Planalto. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não manteve diálogo com o indicado, o que alimentou desconfiança sobre o cenário de votos.
Além dele, não houve contato com Rodrigo Pacheco (PSD-MG) — anteriormente defendido por Alcolumbre — e com três opositores: Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Sergio Moro (PL-PR) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Pendências no Senado
Os dois últimos são titulares da CCJ, o colegiado que avaliará a indicação. Messias precisa de ao menos 14 votos entre 27 membros para avançar na sabatina.
Conforme apurou o R7 Planalto, o ceticismo dentro do colegiado diminuiu, mas o cenário ainda permanece incerto. A expectativa é retomar o contato com senadores a partir de segunda-feira, 6.
A possível mudança de cenário pode ser influenciada pela ida de Pacheco ao PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, o que pode impactar o alinhamento de votos para Messias no Senado.
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