- Termina neste sábado, 4 de abril, o prazo de desincompatibilização, que exige afastamento de cargos públicos até até seis meses antes do primeiro turno, em 4 de outubro, para quem quiser disputar as eleições de 2026; quem busca reeleição não precisa renunciar.
- A regra envolve chefes do Executivo, ministros de Estado, secretários e outros gestores; o prazo não é alterado por feriados, e neste ano coincide com o Sábado de Aleluia.
- Ao menos nove governadores já deixaram os cargos para disputar o Senado; entre eles Gladson Cameli, Antônio Denarium, Mauro Mendes, Ibaneis Rocha, Renato Casagrande e Helder Barbalho; Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem como pré-candidatos à Presidência; Cláudio Castro não deve concorrer após inelegibilidade ser confirmada pelo TSE.
- A maior parte dos governadores optou por permanecer no cargo, incluindo Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Raquel Lyra, entre outros que devem buscar a reeleição ou cumprir o mandato.
- A janela partidária encerrou na sexta-feira, 3 de abril; mais de setenta deputados migraram de sigla, favorecendo o PL e provocando perdas para outras legendas; o saldo final será confirmado pela Câmara.
O prazo para desincompatibilização vence neste sábado (4). Ocupantes de cargos no Executivo federal e estadual devem deixar funções caso queiram disputar as Eleições de 2026. A regra, prevista na Constituição, exige afastamento até seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Quem busca reeleição não precisa renunciar.
A maioria dos governadores que já oficializaram saída pretende disputar o Senado. Entre os que deixam o cargo estão Gladson Cameli (AC), Antônio Denarium (RR), Mauro Mendes (MT), Ibaneis Rocha (DF), Renato Casagrande (ES) e Helder Barbalho (PA). Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG) aparecem como pré-candidatos à Presidência.
Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, cogitou disputar o Senado, mas não deve concorrer após o TSE o tornar inelegível por abuso de poder político. Enquanto isso, a maior parte dos chefes do Executivo permanece no cargo, incluindo Tarcísio de Freitas (SP), Ratinho Júnior (PR), Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE).
Janela partidária
Outra janela prevista pela lei trata da troca de partido sem perda de mandato. O período durou 30 dias e terminou na sexta-feira (3). A mudança afetou a composição da Câmara: o PL saiu fortalecidos, enquanto outras siglas registraram mais perdas que adesões.
Partidos como União Brasil registraram saídas, e siglas antes enfraquecidas ganharam fôlego, como o PSDB, que anotou nove filiações e três saídas. No conjunto, mais de 70 deputados migraram de sigla, conforme dados da Câmara e levantamentos da CNN até o dia 2.
O número exato de mudanças será consolidado pela Câmara conforme as alterações oficiais forem registradas. A janela também influenciou a relação de forças entre legendas e federações partidárias nacionais.
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