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CPI do Crime mira prorrogação dos trabalhos e ofensiva ao caso Master

CPI do Crime mira prorrogar os trabalhos por mais 60 dias para contornar decisões do STF e avançar na investigação sobre o Banco Master

Da esquerda para a direita: o vice-presidente da CPI, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS); o presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES); e o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE)
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  • A CPI do Crime Organizado do Senado quer prorrogar os trabalhos por mais 60 dias, além do prazo até 14 de abril, dependendo do apoio do presidente do Senado.
  • O grupo busca contornar decisões do STF para avançar nas investigações sobre o esquema do Banco Master, incluindo a continuidade de quebras de sigilo.
  • Em reunião recente, foi novamente aprovada a convocação de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, para depor sobre fiscalização da autoridade monetária no caso Master.
  • Foram votadas novas quebras de sigilo de empresas ligadas a Daniel Vorcaro e a Fabiano Zettel, com votos registrados nominalmente.
  • A CPI enfrenta decisões do STF que tem dificultado as investigações, como a suspensão de quebras de sigilo da empresa Maridt; a próxima etapa prevê ouvir Campos Neto e Gabriel Galípolo.

A CPI do Crime Organizado do Senado pretende prorrogar seus trabalhos por mais 60 dias, buscando avançar nas investigações sobre o esquema de fraude financeira envolvendo o Banco Master. O prazo atual é até 14 de abril.

O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), avalia o pedido de extensão e deve buscar o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A articulação ocorre em meio a disputas com o STF sobre depoentes e sigilos.

A comissão tem atuado para contornar decisões do STF que já impediram a oitiva de testemunhas e inviabilizaram quebras de sigilo previamente aprovadas. Mesmo assim, há contratempos que atrasam os trabalhos.

Avanços e entraves

Na última reunião, realizada na terça (31), a CPI aprovou novamente a convocação de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, que conseguiu habeas corpus para não comparecer. O objetivo é ouvi-lo sobre fiscalização no caso Master.

Também foi aprovada a continuidade das quebras de sigilo de empresas associadas a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e de Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro. Os pedidos foram votados de forma nominal para registrar os votos.

A Justiça tem sido acionada para evitar questionamentos sobre as votações. O ministro Flávio Dino, do STF, invalidou uma votação simbólica realizada pela CPMI do INSS, o que levou a CPI a adotar novas medidas de fundamentação.

O presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES), orientou que novos pedidos de sigilo sejam baseados em fundamentação detalhada. A decisão do STF de endurecer critérios para o envio de sigilo pelo Coaf também impacta as próximas diligências.

Próximas oitivas

A próxima semana traz novas orelhas para o roteiro da CPI. Em comoção ainda não confirmada, Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, deve ser ouvido, assim como Gabriel Galípolo, atual presidente do BC, que sinalizou a possibilidade de comparecer.

A expectativa é manter o formato de votações formais e registradas, com foco em esclarecer o papel do BRB nas operações envolvendo o Master. A comissão pretende apurar responsabilidades ligadas ao signatário do caso.

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