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Ex-Eletrobras Alquéres diz que discussão política no setor público é interminável

Alquéres aponta falha política estrutural que eleva subsídios na conta de luz; reformas políticas, não apenas administrativas, são decisivas para o setor elétrico

Alquéres
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  • Em entrevista no POWER, o ex-presidente da Eletrobras, hoje conselheiro da Light e da Origem Energia, analisa o setor elétrico e diz que a discussão política no setor público é “interminável”.
  • Ele afirma que o problema político vai além do setor elétrico e aponta uma falha estrutural do país, associando a transição para um modelo mais privatizado a decisões públicas de qualidade insuficiente.
  • Segundo o diagnóstico, o erro não está na perda de controle estatal, mas na suposição de que o mercado, por si só, organizaria o sistema elétrico. Alega que “a mão invisível” não resolve tudo.
  • A ideia central, na visão dele, é que a reforma mais importante é a política, não apenas a administrativa ou econômica; políticas distributivas no Congresso resultam em subsídios que elevam a conta de luz, sem beneficiar diretamente a população.
  • Apesar do tom crítico, ele se mostra otimista com sinais de recomposição técnica nas instituições, destacando o retorno de técnicos de alta qualidade como uma esperança para o setor.

No episódio do POWER, Adriano Pires entrevista José Luiz Alquéres, ex-presidente da Eletrobras e hoje conselheiro da Light e da Origem Energia. A conversa discute políticas públicas para o setor elétrico.

Alquéres afirma que a discussão política no setor público é interminável e que o problema é estrutural no País. A avaliação aponta para falhas que vão além do setor elétrico.

Sobre privatizações, o ex-presidente não culpa apenas o Estado. Diz que não basta admitir que o mercado resolveria tudo; é preciso reconhecer limites da chamada mão invisível.

Para ele, o cerne está na qualidade das decisões públicas. Afirma que a reforma mais relevante não é administrativa nem econômica, e sim política, com impactos na distribuição de recursos.

Alquéres aponta que, hoje, quase metade da conta de luz corresponde a subsídios. Em sua leitura, subsídio representa uma “praga” que não beneficia o consumidor de forma direta.

Apesar do diagnóstico duro, o entrevistado encerra com otimismo. Observa sinais de recomposição técnica nas instituições e destaca o retorno de profissionais de alta qualidade.

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