- Em seis meses à frente do STF, o ministro Luiz Edson Fachin se reuniu com 37 congressistas (22 senadores e 15 deputados).
- As reuniões envolveram 11 partidos, incluindo MDB, PL, União Brasil, PSD, Republicanos, PP, PSB, PT, Psol, PDT e Podemos.
- Os temas tratados passaram por reforma administrativa, investigações sobre o Banco Master e a remuneração de assessores do Judiciário.
- Fachin teve seis encontros oficiais com os presidentes do Senado e da Câmara, fortalecendo o que a Corte descreve como padrão de diálogo institucional.
- Entre as siglas, PL e MDB tiveram o maior número de congressistas na agenda (sete cada). A Câmara e o Senado também aprovaram a regulamentação da Polícia Judicial, com criação de 160 cargos e comissões para o CNJ.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, manteve uma agenda de contatos com o Congresso desde o início da gestão, há seis meses. Entre 22 senadores e 15 deputados, ele se reuniu com 37 congressistas. Os encontros trataram de reforma administrativa, investigações sobre o banco Master e remuneração de assessores do Judiciário.
Os encontros ocorreram com parlamentares de 11 legendas, incluindo MDB, PL, União Brasil, PSD, Republicanos, PP, PSB, PT, Psol, PDT e Podemos. Ao longo do período, Fachin registrou as reuniões no site do STF, listando as pautas de cada encontro. A regularidade das agendas foi destacada pela presidência do tribunal.
Ao todo, a agenda contabilizou uma reunião a cada 5 dias, após excluir recessos. Fachin manteve 6 encontros com presidentes das Casas do Legislativo: Senado e Câmara, conforme registro institucional. O objetivo é reforçar o diálogo institucional entre Judiciário e Legislativo.
Desdobramentos e temas prioritários
Entre as pautas destacadas, constam a criação do Fejufe, que atualiza custas processuais e financia infraestrutura da Justiça Federal (13.out.2025). Também houve discussão sobre reajuste de técnicos e analistas do Judiciário (29.out.2025), aprovado pelo Senado no mesmo mês.
Em 19.nov.2025 ocorreu reunião ampla sobre matérias legislativas de interesse do Judiciário e apresentação dos resultados do Programa Pena Justa. Em 9.fev.2026, Fachin entregou o Relatório Anual do CNJ (apenas com Alcolombre). Em 11.fev.2026, foi discutida a criação de unidades de fiscalização das decisões da CIDH (Motta). Em 24.fev.2026, houve definição de comissão técnica para elaborar nota sobre penduricalhos no serviço público.
Partidos e participação
Entre as legendas, PL e MDB tiveram o maior número de congressistas na agenda, com sete parlamentares cada um. PP, União Brasil, PT, PSD, PSB e Republicanos registraram três congressistas em encontros com Fachin, quando excluídos os presidentes de Senado e Câmara.
A presidência do STF afirmou que a regularidade das reuniões busca ampliar a interlocução com o Congresso. Segundo Fachin, o dia de contatos com diferentes legendas constitui o padrão de diálogo institucional, refletindo a pluralidade das casas.
Entre propostas aprovadas, o STF apontou a regulamentação da Polícia Judicial, com ajuste na distribuição e criação de 160 cargos efetivos e comissões para o CNJ.
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