- A filha da policial militar Gisele Alves Santana receberá pensão para filhos de servidores públicos mortos até completar 18 anos; o pagamento começa a partir de quarta-feira, dia 8.
- A mãe foi morta em 18 de fevereiro e o pedido do benefício foi feito em 6 de março.
- O marido, tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, está preso preventivamente desde 18 de março por suspeita de feminicídio e fraude processual, e nega os crimes.
- A SPPrev informou que o processo foi analisado e aprovado seguindo os trâmites regulares para o pagamento da pensão.
- A PM transferiu o tenente-coronel para a reserva em 2 de fevereiro; ele não recebe salário da corporação durante a prisão, e pode recorrer à Justiça para receber a aposentadoria.
O pagamento da pensão para a filha da policial militar Gisele Alves Santana, vítima de feminicídio, começa a ser efetuado a partir da próxima quarta-feira (8). A pensão é destinada a filhos de servidores públicos mortos e foi solicitada em 6 de março, após o falecimento ocorrido em 18 de fevereiro.
Segundo a SPPrev, responsável pela gestão de aposentadorias e pensões, o benefício foi analisado e aprovado dentro dos trâmites regulares. A criança terá direito ao pagamento até completar 18 anos, conforme regras de pensão de servidores.
O casal vivia no apartamento onde ocorreu o ocorrido, segundo o inquérito policial. O marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, está preso preventivamente desde 18 de março, sob suspeita de feminicídio e fraude processual. Ele nega os crimes e afirma que Gisele cometeu suicídio.
Pensão e procedimentos
A SPPrev destaca que o processo seguiu os trâmites regulares. O pagamento será feito pela instituição aos responsáveis pelo benefício, conforme o cadastro existente.
A defesa de Gisele havia solicitado o benefício com base na condição de vítima de feminicídio. A confirmação de recebimento não implica, por si só, qualquer desabonamento das investigações em curso.
Transferência para a reserva
Na semana anterior, a Polícia Militar informou a transferência do tenente-coronel para a reserva, a pedido dele. A portaria foi publicada no Diário Oficial do Estado, com previsão de aposentadoria integral aos proventos.
A SPPrev explica que a aposentadoria de policiais militares é ato administrativo de responsabilidade exclusiva da PM. Em caso de condenação ou expulsão, podem ocorrer perdas de salário e de cargo.
Contexto do caso
Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro. A versão inicial de suicídio foi alterada para morte suspeita após a família relatar abuso no relacionamento. A perícia aponta indícios que fundamentam feminicídio, segundo a polícia.
Mensagens do casal e evidências de conflitos reiterados foram citadas pela polícia como suporte à conclusão de que Gisele não se suicidou. A Corregedoria da PM abriu processo de expulsão contra o tenente-coronel, que aguarda júri na Justiça.
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