- A janela partidária terminou na sexta-feira, com saldo de mais de vinte por cento de trocas na Câmara; ao menos cento e dezenove movimentos de deputados titulares foram registrados até sábado (4).
- União Brasil foi a bancada que mais perdeu nomes, com 28 saídas, mas teve 21 adesões e permanece com cinquenta e um integrantes; o PL chegou a cem membros após novas filiações.
- O PT manteve-se como a segunda maior bancada, com sessenta e seis integrantes, após a deputada Luizianne Lins deixar a sigla para filiar-se à Rede.
- O PSDB registrou onze adesões e sete saídas, chegando a dezenove membros; o PDT teve saldo negativo, filiando apenas um deputado e perdendo oito.
- No Senado, houve mudanças com o PSD perdendo três integrantes (Pacheco para PSB, Eliziane Gama para PT) e ganhando Carlos Viana (MG) vindo do Podemos; o PL ganhou Sergio Moro e Efraim Filho, enquanto Dra. Eudócia Caldas saiu para o PSDB.
A janela partidária terminou na última sexta-feira, 3 de março, com saldo superior a 20% de trocas entre deputados na Câmara. Ao menos 119 deputados titulares mudaram de sigla, segundo levantamento com dados da Câmara, informes partidários e anúncios em redes sociais até 4 de março. O período, de 30 dias, foi aberto para que parlamentares federais trocassem de partido sem punição.
O PL foi o ganhador de domínio na Câmara, chegando a 100 membros. A sigla, que tinha 87 deputados antes das mudanças, consolidou filiações e recuperou perdas acumuladas nos últimos anos. O União Brasil foi o mais afetado, com 28 saídas, mas teve 21 adesões para equilibrar o saldo. O partido permanece com 51 integrantes.
O PT manteve posição estável como segunda maior formation, com 66 deputados, após a saída da deputada Luizianne Lins para a Rede. O PSD e o PSDB também registraram movimentos expressivos, enquanto o PDT teve saldo negativo significativo, com apenas uma adesão frente a oito saídas.
Entre as outras siglas, o Republicanos teve equilíbrio entre saídas e entradas (15 de cada), e o PL recebeu 20 adesões após sete saídas. O MDB registrou 13 saídas e sete adesões; o PSDB, 7 saídas e 11 adesões. Partidos como PV, Cidadania e PSOL tiveram mudanças mais contidas.
Mudanças no Senado
No Senado, a janela não é necessária para migrações de cargos majoritários. Governors, prefeitos, senadores e o presidente podem mudar de legenda com prazo mínimo de seis meses antes das eleições. Mesmo assim, a movimentação ocorreu no último mês.
No Congresso, o PSD perdeu três integrantes, incluindo Rodrigo Pacheco, que migrou para o PSB. Eliziane Gama também deixou o PSD e foi para o PT. Angelo Coronel, senador da Bahia, trocou para o Republicanos. Por outro lado, Carlos Viana ingressou no PSD, vindo do Podemos.
O PL ganhou dois senadores que migraram do União Brasil: Sergio Moro e Efraim Filho. Dra. Eudócia Caldas deixou o AL para o PSDB, reduzindo as perdas do PSD. O conjunto de mudanças amplia o quadro de alianças e define novas estratégias para as próximas eleições.
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