- O ministro Alexandre de Moraes, do STF, e a esposa, Viviane Barci de Moraes, triplicaram o patrimônio imobiliário desde 2017, chegando a 17 imóveis avaliados em R$ 31,5 milhões.
- Nos últimos cinco anos, o casal comprou, à vista, imóveis no valor de R$ 23,4 milhões em Brasília e em São Paulo.
- O levantamento utilizou contratos de compra registrados em cartórios de São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, e mostra patrimônio três vezes maior que os R$ 8,6 milhões em 12 imóveis até 2017.
- A maior parte das aquisições foi realizada pela Lex Instituto de Estudos Jurídicos, sociedade da esposa com os filhos do casal; Moraes não é sócio, mas é casado sob regime de comunhão parcial de bens.
- Entre os imóveis estão uma casa no Lago Sul (Brasília), um apartamento em Campos do Jordão (SP) e dois no Jardim América (SP).
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, triplicaram o patrimônio imobiliário desde 2017. O conjunto familiar passa a ter 17 imóveis avaliados em 31,5 milhões de reais. A aquisição ocorreu nos últimos cinco anos, principalmente em compras à vista.
Segundo o levantamento, as aquisições somaram 23,4 milhões de reais em imóveis em Brasília e São Paulo entre 2021 e 2025. O patrimônio atual supera em três vezes os 8,6 milhões de reais registrados em 2017, quando Moraes ainda não.integrava o STF. Dados de contratos de cartório foram usados para a apuração.
O casal atua por meio da Lex Instituto de Estudos Jurídicos, com participação de Viviane Barci e dos filhos, Alexandre e Giuliana. Moraes não é sócio da empresa, mas está casado com Viviane sob regime de comunhão parcial de bens, o que implica que bens adquiridos na união integram o patrimônio do casal.
Entre os imóveis listados estão uma casa no Lago Sul, em Brasília, um apartamento em Campos do Jordão e dois imóveis no Jardim América, em São Paulo. Os valores exatos totalizam os cerca de 23,4 milhões de reais apurados pela reportagem.
Controvérsias e investigações relacionadas
A atuação de Moraes no STF passou a figurar em eventos de interesse público após reportagens que ligaram Viviane a contratos com o Banco Master, investigado por fraudes no sistema financeiro. Em 2023, informações apontaram que Viviane assinou contrato de 129 milhões de reais com o banco. A reportagem apontou contatos entre Moraes e o presidente do Banco Central sobre o tema, além de mensagens com o dono do Master, que hoje está preso. O empresário negocia delação premiada.
O jornal informou que Moraes manteve contato com autoridades e com representantes do banco. O espaço para manifestações oficiais permanece aberto, com o STF e o gabinete de Moraes não tendo se pronunciado até o fechamento deste texto. A apuração utiliza documentos públicos de cartório e informações de veículos de imprensa.
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