- Milei trocou telefonemas com Mauricio Novelli na época em que promoveu a LIBRA em sua conta no X, conforme revela o The New York Times, aumentando a pressão sobre o presidente.
- Registros analisados pela investigação mostram uma sequência de chamadas entre Milei e Novelli antes e depois da postagem que impulsionou o token; o conteúdo não foi divulgado e Milei nega irregularidades, permanecendo como pessoa de interesse em processo federal.
- O caso tem origem em fevereiro de 2025, quando Milei divulgou a LIBRA; o token chegou a ter valor de mercado superior a US$ 4 bilhões, mas caiu more de 90%, com prejuízos para investidores e saques de cerca de US$ 107 milhões ligados ao projeto.
- Novo elemento: documento encontrado no celular de Novelli mencionava um suposto acordo de US$ 5 milhões relacionado à promoção da LIBRA, sem comprovação de pagamento.
- Politicamente, houve desdobramentos anteriores e atuais: em novembro de 2025, comissão do Congresso recomendou avaliar conduta de Milei; em junho de 2025, escritório anticorrupção afirmou que não houve violação ética, mas a dissolução da força-tarefa ligada ao caso ocorreu meses depois, conforme decisões judiciais sobre dados bancários.
A investigação sobre o colapso da memecoin LIBRA ganhou um novo capítulo na Argentina. O presidente Javier Milei é ligado ao caso após ter trocado telefonemas com Mauricio Novelli na noite em que promoveu o token em sua conta no X. A informação veio do The New York Times e repercutiu no país.
Registros de ligações analisados pela apuração apontam uma sequência de chamadas entre Milei e Novelli antes e depois da publicação que impulsionou a LIBRA. O conteúdo das conversas não foi divulgado, mas as informações contradizem a versão do presidente, que afirma não ter participação na estrutura do projeto. Milei continua como pessoa de interesse em investigação federal.
O caso remonta a fevereiro de 2025, quando Milei divulgou a LIBRA nas redes sociais. O token chegou a superar US$ 4 bilhões em valor de mercado, mas caiu mais de 90% após o lançamento. Investidores sofreram prejuízos milionários, com saques de cerca de US$ 107 milhões ligados ao projeto sendo apontados como foco de suspeitas de manipulação.
Detalhes do Caso
As novas evidências somam elementos já reunidos pela Justiça e pela imprensa argentina. Em março, o site El Destape informou a existência de um documento no celular de Novelli mencionando um suposto acordo de US$ 5 milhões envolvendo Milei na promoção da LIBRA. O documento não comprova pagamento, mas amplia as suspeitas sobre uma articulação financeira.
Em novembro de 2025, uma comissão do Congresso argentino concluiu que Milei prestou colaboração essencial ao projeto e sugeriu avaliação parlamentar de sua conduta. O relatório acusou uso do peso do cargo para beneficiar um grupo com acesso privilegiado à operação.
A resposta institucional tem sido desigual. Em junho de 2025, o Escritório Anticorrupção concluiu que Milei não violou regras de ética pública, afirmando que a promoção da LIBRA ocorreu em caráter pessoal. Meses depois, o governo dissolveu uma força-tarefa que investigava o caso após a abertura de dados bancários do presidente e de sua irmã.
Contexto e próximos passos
Com a divulgação dos registros, o tema retorna ao centro político em um momento delicado para Milei. A dúvida é até que ponto o presidente conhecia os bastidores da LIBRA antes de associar seu nome ao projeto. As evidências atuais mantêm o assunto em debate público e judicial.
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