- A bancada da maioria na CPMI do INSS entregou o relatório “paralelo” à Polícia Federal, em Brasília, afirmando representar a posição majoritária.
- O documento foi elaborado por dois terços da comissão e, segundo o vice-líder do governo, Paulo Pimenta, não foi colocado em votação pelo presidente da CPMI, Carlos Viana.
- Segundo parlamentares presentes, o relatório tem caráter institucional e busca apoiar as investigações da PF com informações coletadas pela CPMI, devendo seguir também para a Controladoria-Geral da União e o Ministério Público Federal.
- O parecer da base governista propõe o indiciamento de cento e trinta pessoas e a continuidade das investigações sobre setenta e um nomes, em um texto com cerca de quatro mil trezentas páginas.
- Há críticas de que o presidente da CPMI sabotou o relatório da maioria; a comissão encerrou os trabalhos sem ter aprovado um parecer final após a rejeição do parecer de Alfredo Gaspar.
O relatório paralelo da CPMI do INSS foi entregue nesta terça-feira (7) à Polícia Federal, em Brasília. A entrega foi feita pela bancada da maioria do Congresso, com a participação do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), vice-líder do governo. O documento foi elaborado por dois terços dos membros da comissão e representa a posição majoritária.
Pimenta afirmou que o relatório não foi votado pelo presidente da CPMI, que, segundo ele, desrespeitou o regimento interno ao não colocar o material em votação. O objetivo é incluir as informações da CPMI às investigações em andamento da PF.
Os parlamentares também informou que pretendem encaminhar o relatório à CGU e ao MPF ainda nesta terça. No calendário, há a entrega prevista ao ministro André Mendonça, do STF, na próxima quarta-feira (8).
Ações futuras e contexto
O grupo não aprovou o parecer de Alfredo Gaspar, de 4,3 mil páginas, aprovado anteriormente pela base governista. Sem novo relator designado, a CPMI encerrou os trabalhos sem aprovar um parecer final.
O relatório da Maioria propõe o indiciamento de 130 pessoas e a continuidade das apurações sobre indícios de crime envolvendo 71 indivíduos. O material destaca que a base aponta que a liderança da organização criminosa identificada seria o presidente Jair Bolsonaro.
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