- Justiça de Minas Gerais recebeu denúncia contra o caminhoneiro e o empresário envolvidos no acidente na BR-116, em Teófilo Otoni, que deixou 39 mortos em 7 de dezembro de 2024.
- A denúncia aponta que o caminhoneiro dirigia em excesso de velocidade, com carga irregular e uso de drogas, além de a carga estar sem documentação adequada.
- O empresário, proprietário do caminhão, também é denunciado por negligência na manutenção do veículo.
- Ambos respondem por homicídio qualificado por dolo eventual, com pena prevista de até 12 anos de prisão, se condenados.
- O caso gerou comoção pública e levou a cobrança por fiscalização mais rígida nas estradas; a decisão foi publicada em 7 de abril de 2026.
Um caminhoneiro e um empresário vão a júri pela tragédia na BR-116, em Teófilo Otoni (MG), que deixou 39 mortos. A Justiça de Minas Gerais recebeu a denúncia, com acusações de excesso de velocidade, carga irregular e uso de drogas, atribuídas ao motorista.
A denúncia aponta que, em 7 de dezembro de 2024, um ônibus de turismo que seguia de Belo Horizonte para TeófiO Otoni colidiu frontalmente com um caminhão carregado de cimento. O impacto causou incêndio no coletivo, destruindo-o por completo.
Segundo a acusação, o caminhoneiro foi flagrado dirigindo em alta velocidade e apresentando sinais de uso de drogas. A carga do caminhão também estaria irregular, com documentação inadequada. O proprietário do veículo foi denunciado por negligência na manutenção.
A Justiça cumpriu despacho nesta quarta-feira, tornando o motorista e o empresário réus por homicídio qualificado por dolo eventual, ou seja, pela assunção do risco de causar a tragédia.
O Ministério Público de Minas Gerais informou que continuará acompanhando o caso, visando responsabilizar os envolvidos pelos crimes apurados. A investigação também envolve questões de fiscalização de transporte de cargas.
A tragédia mobilizou a sociedade e reforçou o debate sobre fiscalização rodoviária. Autoridades locais sinalizaram a intenção de ampliar ações para evitar ocorrências semelhantes.
O acidente ocorreu na manhã do dia 7 de dezembro de 2024, próximo ao trevo de acesso a Teófilo Otoni, na BR-116. O ônibus fazia a linha Belo Horizonte–Teófilo Otoni e pegou fogo após a colisão.
Investigações apontaram testemunhas que relataram o motorista do caminhão em estado alterado e dirigindo em velocidade incompatível com as condições da via. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as causas.
Se condenados, os envolvidos podem responder a penas de até 12 anos de prisão por homicídio qualificado, conforme o andamento da ação penal em Minas Gerais.
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