- Anthony Garotinho afirmou que disputará o mandato-tampão do Rio de Janeiro caso o STF decida por eleições diretas; o Republicanos apoia o nome dele nesse cenário.
- O ex-governador disse ser contrário a eleições indiretas, defendendo que as representantes do partido indiquem sua candidatura para enfrentar as máfias no estado.
- Em 26 de março, o ministro Cristiano Zanin anulou a condenação de Garotinho por compra de votos na eleição de 2016, alegando falta de provas suficientes.
- Garotinho foi condenado a treze anos e nove meses de prisão, além de multa, na Operação Chequinho, envolvendo uso do programa Cheque Cidadão para cooptar votos; na época, Rosinha Matheus era prefeita de Campos dos Goytacazes.
- O STF vai julgar, nesta quarta-feira, as regras para a eleição do mandato-tampão; a decisão definirá o formato da eleição, com o TSE já tendo cassado o governador Cláudio Castro, o vice Thiago Pampolha e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.
O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, filiado ao Republicanos, afirmou nesta segunda-feira, 6, que pretende disputar o governo do estado no mandato-tampão caso o STF decida por eleições diretas. A afirmação foi feita em redes sociais e divulgada pela sua equipe.
Garotinho disse que o partido decidiu apoiar o seu nome caso haja voto direto para a substituição do governador. A orientação interna do Republicanos visa enfrentar o que ele chamou de “máfias” que atuariam no Rio. O ex-político também se posicionou contra eleições indiretas, nas quais deputados escolheriam o novo governador.
Contexto da condenação anulada
Em 26 de março, o ministro Cristiano Zanin, do STF, anulou a condenação de Garotinho por compra de votos nas eleições de 2016. A decisão considerou insuficientes os elementos para comprovar os crimes, mesmo diante da gravidade das acusações.
Garotinho foi condenado a 13 anos e 9 meses de prisão, além de multa, pelos crimes de corrupção eleitoral, associação criminosa, coação e falsificação de documentos. O caso está ligado à Operação Chequinho, deflagrada pela Polícia Federal em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
Operação Chequinho e atuação na época
A investigação apurou irregularidades entre maio e agosto de 2016, envolvendo o programa Cheque Cidadão, que beneficiava mais de 17 mil pessoas. A acusação sustenta que o benefício ajudou a cooptar votos para o grupo político de Garotinho.
Na época, Garotinho era governador, Rosinha Matheus, sua esposa, era prefeita de Campos, e ele atuava como secretário municipal de Governo. Os eventuais favorecimentos teriam ocorrido durante esse período de atuação.
Julgamento e cenário atual
O STF deve julgar nesta quarta-feira, 8, as regras para a eleição do mandato-tampão no Rio. A decisão sobre o formato ficará a cargo dos dez ministros em sessão pública, marcada pelo presidente da Corte, Edson Fachin.
O julgamento ocorre após decisões no TSE que levaram à cassação e inelegibilidade de Cláudio Castro, Thiago Pampolha e Rodrigo Bacellar. Até a definição, o presidente da Justiça estadual, Ricardo Couto, ocupa o cargo de governador em exercício.
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