- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, será ouvido pela CPI do Crime Organizado do Senado nesta quarta-feira para tratar do caso Banco Master.
- Também está na agenda o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, cuja presença não está confirmada até o momento.
- A convocação cita participação de Galípolo em reunião no Planalto, em novembro de 2024, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Master preso pela PF.
- O relator Alessandro Vieira afirma que a oitiva abordará o papel de órgãos de fiscalização do mercado financeiro e possíveis melhorias no sistema.
- A comissão encerra no dia 14 deste mês, e, como não haverá prorrogação, podem surgir novos requerimentos durante a reunião de hoje.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, irá depor na CPI do Crime Organizado do Senado nesta quarta-feira para tratar do caso Banco Master. A oitiva ocorre em Brasília e envolve ainda a participação de Roberto Campos Neto, ex-presidente da autarquia, cuja presença ainda não foi confirmada.
A convocação decorre de uma reunião realizada no Planalto em novembro de 2024, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Daniel Vorcaro, dono do Master preso pela Polícia Federal. A comissão investiga falhas de fiscalização e possíveis irregularidades no setor financeiro relacionadas ao caso.
Segundo o relator Alessandro Vieira, o encontro deve abordar o papel dos órgãos reguladores e possíveis mudanças para aprimorar o sistema. O Banco Central ainda analisa documentos e aponta etapas importantes a cumprir até o encerramento da CPI, previsto para o dia 14 deste mês, sem prorrogação.
Depoentes e temas
A oitiva de Galípolo pode ampliar a análise sobre a atuação do BC na supervisão de instituições financeiras ligadas ao Master. Campos Neto não confirmou presença, e sua participação permanece em dúvida perante a comissão.
O relator afirmou que Campos Neto não respondeu à intimação, e não há habeas corpus que o obrigue a comparecer neste momento. A comissão também avalia requerimentos adicionais neste período de atividades ainda sem prorrogação formal.
A comissão mantém a expectativa de avançar nos trabalhos sem recorrer ao STF, mantendo o foco em temas relevantes e na documentação existente. Mesmo com o avanço, o relatório final poderá ficar limitado pela quantidade de evidências já reunidas e pela complexidade do caso.
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