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Procuradoria Eleitoral propõe eleições diretas para mandato tampão no RJ

PGR defende eleições diretas para mandato tampão no Rio, afirmando que vacância antes de seis meses do fim do mandato exige votação direta

O vice-procurador geral eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa defendeu eleições diretas em ação que questiona mandato tampão no Rio de Janeiro
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  • O vice-procurador geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, defendeu eleições diretas para o mandato tampão no Rio de Janeiro após a renúncia de Cláudio Castro.
  • O parecer sustenta que, havendo vacância de governador e da liderança da Alerj antes de seis meses do fim do mandato, o novo mandatário deve ser escolhido por via direta.
  • Castro renunciou ao cargo em 23 de março, um dia antes de ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder econômico e político.
  • O plenário do Supremo Tribunal Federal julgará, em 8 de abril, as regras para a eleição do mandato tampão, definindo se será indireta ou direta; ação do PSD questiona o indiretismo.
  • A Procuradoria afirma que houve abuso de poder político durante o mandato de Castro e que a eleição direta é prevista pela jurisprudência em casos de dupla vacância com mais de seis meses até o fim do mandato.

O vice-procurador geral eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa defendeu que as eleições para o mandato tampão no Rio de Janeiro sejam diretas. A manifestação ocorreu em 7 de abril de 2026, no contexto da renúncia de Cláudio Castro e da análise do STF sobre o formato da escolha do novo governador.

O parecer foi apresentado em ação que questiona o mandato tampão. Castro renunciou em 23 de março, antes de ser condenado pelo TSE por abuso de poder econômico e político. A PGR sustenta que houve vacância em prazo que justifica votação direta.

O Ministério Público aponta que Castro teria fraudado a Justiça Eleitoral ao renunciar próximo ao julgamento, o que, segundo o parecer, configura causa de vacância de natureza eleitoral a ser considerada pelo histórico do TSE.

Situação processual

Na quarta-feira, 8 de abril, o plenário do STF julga as regras da eleição para o mandato tampão, definindo se será indireta entre deputados ou direta pelo eleitor. A ação que discute a validade da escolha indireta foi apresentada pelo PSD do estado.

A decisão do TSE já reconhece abuso de poder durante o mandato de Castro. O parecer da PGR afirma que o método indireto não pode prosperar diante da jurisprudência que permite eleição direta em casos de dupla vacância por motivos eleitorais.

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