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Relator acusa Alcolumbre de desserviço ao barrar CPI do Crime Organizado

Relator acusa Alcolumbre de barrar a prorrogação da CPI do Crime Organizado, dizendo que atrasa investigações e o depoimento de Castro em 14 de abril

Senador Alessandro Vieira
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  • O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, criticou a decisão de Davi Alcolumbre de não prorrogar os trabalhos, dizendo que é um desserviço para a nação.
  • A extensão da comissão foi apresentada com base em requisitos constitucionais e regimentais, mas foi rejeitada sob a justificativa de ano eleitoral em dois mil e vinte e seis.
  • O relatório final será apresentado em catorze de abril de dois mil e vinte e seis, mesma data do depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
  • Vieira afirmou que o STF já decidiu que a criação de CPIs é direito constitucional de minoria, e anunciou a intenção de testar esse posicionamento diante da negativa recente de prorrogação.
  • A CPI identificou indícios de atuação do crime organizado com agentes públicos e possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master; a quebra de sigilo do banco está incompleta, o que exige novos pedidos de informação. Galípolo confirmou depoimento para oito de abril, enquanto Campos Neto ainda não respondeu.

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), criticou a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de não prorrogar os trabalhos da comissão. Vieira afirma que a medida é um grande desserviço para a nação.

Segundo o senador, o requerimento para ampliar o funcionamento da CPI foi apresentado com base nos requisitos constitucionais e regimentais, mas foi rejeitado sob o argumento de que 2026 é ano eleitoral. A avaliação dele é de que a justificativa não se sustenta diante da importância das investigações.

Vieira lembrou que o STF já consolidou entendimento de que a criação de CPIs é direito constitucional de minoria, mas disse que vai testar novamente esse posicionamento diante da negativa recente de prorrogação. O relator afirmou ainda que a comissão tem grande volume de documentos pendentes de análise, que ficariam prejudicados com o encerramento.

Ele informou que o relatório final será apresentado na próxima terça-feira, 14 de abril de 2026, data em que está previsto o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. Também está confirmada a presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para o dia 8 de abril.

Além disso, Vieira mencionou que a CPI identificou indícios de atuação do crime organizado e de ligações com agentes públicos, inclusive possíveis irregularidades associadas ao caso Banco Master. A equipe pretende usar todas as ferramentas legais para manter as investigações em andamento.

Desdobramentos e próximos passos

O relator informou que a quebra de sigilo do Banco Master ainda exigirá novos pedidos de informações, com o objetivo de aprofundar as apurações. Ele afirmou que a comissão pode recorrer a medidas judiciais para viabilizar uma eventual nova CPI dedicada ao tema.

Vieira disse que o avanço das fraudes relacionadas ao caso Master teria se intensificado durante a gestão de determinadas autoridades, o que, na visão dele, reforça a necessidade de continuidade das apurações. A CPI continua aberta para desenvolver as investigações previstas.

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