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SP e RJ têm os menores índices de eleitores adolescentes; Nordeste e Norte, maiores

SP e RJ têm os menores índices de adolescentes com título de eleitor; Norte e Nordeste mostram maior adesão, enquanto Unicef e TSE mobilizam jovens ven-dação.

Conheça o perfil dos eleitores aptos a votar em Presidente Prudente (SP) nas Eleições de 2024; título eleitoral; título de eleitor — Foto: Bruna Bonfim/g1
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  • SP tem 11,7% de jovens de 16 e 17 anos com título de eleitor; o RJ tem 11,3% e a média nacional é de 20,3%.
  • No Brasil, cerca de 5,8 milhões de adolescentes nessa faixa etária, e apenas ~1,8 milhão tinham título até fevereiro; aproximadamente dois em cada dez jovens estavam aptos a votar.
  • A adesão é mais baixa no Sudeste: SP tem ~1,19 milhão de adolescentes nessa faixa, com ~139 mil titulados; RJ registra ~419 mil jovens, com ~47,5 mil títulos.
  • Norte e Nordeste apresentam índices bem maiores: Rondônia tem 40,5% dos jovens aptos, seguido por Tocantins (39,2%), Piauí (36,7%), Maranhão (32,4%), Ceará (32,1%) e Amapá (31,5%).
  • Campanha conjunta do Unicef e do Tribunal Superior Eleitoral busca incentivar a habilitação de adolescentes; prazo para tirar título vai até 6 de maio.

São Paulo e Rio de Janeiro apresentam os menores percentuais de adolescentes com título de eleitor no país. Dados do TSE, compilados pela Unicef, indicam 11,7% dos jovens de 16 e 17 anos em SP e 11,3% no RJ com título, bem abaixo da média nacional de 20,3%.

O Brasil tem cerca de 5,8 milhões de adolescentes entre 16 e 17 anos, faixa em que o voto é facultativo. Até fevereiro, apenas cerca de 1,8 milhão havia tirado o título, o que representa aproximadamente dois em cada dez jovens aptos a votar.

Desempenho por região

Enquanto SP e RJ registram as menores adesões, estados do Norte e Nordeste apresentam índices significativamente mais altos. Rondônia lidera com 40,5% dos jovens aptos cadastrados, seguido por Tocantins (39,2%) e Piaui (36,7%).

Outros estados com taxas acima de 30% incluem Maranhão (32,4%), Ceará (32,1%) e Amapá (31,5%). O Unicef ressalta que fatores regionais não apontam para uma única explicação, citando maior participação de jovens no trabalho, em aprendizados e em decisões comunitárias em algumas regiões.

Prazo, mobilização e contexto

Para votar neste ano, o título precisa ser regularizado até 6 de maio, incluindo transferência de domicílio. Jovens que completam 18 anos até essa data devem ter o documento em mãos.

O Unicef, em parceria com o TSE, lançou uma campanha nacional para incentivar adolescentes a votar. A ação envolve redes sociais, ações escolares e uma gincana digital voltada aos Núcleos de Cidadania do Adolescente, com premiação para grupos que aumentem a emissão de títulos.

Entre 2022 e 2026, o interesse pelo voto tem variado: em 2022, 34% dos aptos tiraram o título; em 2018, o índice ficou em ~21%. Atualmente, o patamar de 20,3% ainda é inferior ao registrado na última eleição presidencial.

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