- A direção nacional da Rede disse estar perplexa e indignada com a decisão de Marina Silva de permanecer na legenda, ampliando o racha após uma troca de notas oficiais.
- A Rede afirma que jamais sugeriu a saída de Marina, mesmo com histórico de apoio à candidatura de Aécio Neves em 2014, ao impeachment de Dilma Rousseff e à intervenção no Rio em 2018, além de acusar Marina de se recusar a dialogar.
- Marina afirmou que não mudaria de partido e que pretende trabalhar pela restauração dos princípios da Rede, citando o manifesto de fundação e sinalizando alianças com PSOL, PT, PSB, PV, PDT e PCdoB.
- O coordenador de comunicação da Rede, Marco Mills Martins, classificou a manifestação de Marina como desrespeitosa e repleta de inverdades, e pediu apuração sobre o uso das redes do partido.
- A disputa envolve Heloísa Helena (Rede-RJ) e envolve ações na Justiça sobre a presidência, com acusações de irregularidades em congressos; a direção nacional nega anulações de convenções e afirma que palanques para 2026 serão definidos internamente, sem interferência externa.
A direção nacional da Rede informou estar perplexa e indignada com a decisão de Marina Silva de permanecer no partido, após troca de notas oficiais que evidenciou o racha interno. A divergência envolve disputas entre a fundadora e a atual direção. Marina confirmou que não vai mudar de sigla.
A nota interna, divulgada pelo partido nesta terça-feira, afirma que não houve sugestão de saída de Marina, mesmo com apoios a alianças e ações políticas anteriores. A legenda cita compromissos com a vida democrática interna e defesa das decisões coletivas.
Marina Silva justificou a permanência com a ideia de reforçar princípios e valores da Rede, citando o manifesto de fundação. Ela ressaltou intenção de ampliar alianças com PSOL, PT, PSB, PV, PDT e PCdoB, grupos que classifica como menos propensos ao autoritarismo.
Controvérsia interna e acusações
O coordenador de comunicação da Rede, Marco Mills Martins, chamou a manifestação de desrespeitosa e repleta de inverdades, e pediu apuração sobre o uso das redes do partido para o embate. O tom envolve acusações de judicialização de impasses políticos.
A disputa envolve também a deputada federal Heloísa Helena, que disputa a presidência da sigla na Justiça, em meio a ações relacionadas a congressos internos. A Rede sustenta que Marina pratica lawfare, uso político do Judiciário para favorecer determinados resultados.
“A Justiça não anulou o 5º Congresso Nacional, segundo a direção nacional, que afirma manter a legitimidade de sua gestão. Alega que a maior parte das ações foi rejeitada e que Marina continua integrada a parte da liderança atual”, descreve o posicionamento oficial.
A direção da Rede afirma que qualquer pessoa pode se filiar, desde que respeite as regras do partido e o bom convívio. Sobre as candidaturas para 2026, a nota aponta que as decisões ocorrerão dentro da sigla, com diálogo e sem interferência externa.
Panorama para 2026 e próximos passos
A nota ressalta que as alianças com PSOL e outras legendas são estratégicas, porém as tratativas devem ocorrer dentro do partido. Não há indicação de mudanças de liderança no momento, segundo o texto oficial.
A direção nacional reforça a necessidade de manter o foco nas decisões coletivas e evitar ações que paralisem o partido ou judicializem disputas. A divergência já ganhou repercussão entre aliados e segmentos da Rede.
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