- Dados da Receita Federal, enviados à CPI do Crime Organizado, mostram que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes recebeu R$ 80,2 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025.
- Os pagamentos foram levantados a partir da declaração de Imposto de Renda da instituição financeira, comandada por Daniel Vorcaro, preso desde março.
- O escritório Barci de Moraes informou que não confirma informações incorretas e vazadas ilicitamente, ressaltando que dados fiscais são sigilosos.
- Viviane Barci Moraes já havia reconhecido ter prestado serviços ao Master, com 15 advogados, subcontratação de 3 escritórios e 79 reuniões na sede da instituição.
- Em dezembro de 2022, O Globo informou contrato de R$ 129 milhões com o Master para 2024 a 2027; o Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado, interrompendo os pagamentos.
Dados da Receita Federal entregues à CPI do Crime Organizado indicam que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, recebeu R$ 80,2 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025. A comunicação foi baseada na declaração de IR da instituição liderada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março.
O material aponta pagamentos realizados ao escritório ao longo de 2024 e 2025, em meio a investigações sobre atuação jurídica ligada ao Master. O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central no fim de 2023, o que interrompeu operações anteriormente previstas.
O escritório Barci de Moraes afirmou que as informações são incorretas e vazadas de forma ilícita, destacando que dados fiscais são sigilosos. Viviane Barci de Moraes já havia reconhecido ter prestado serviços ao Master, com detalhamento de equipe, subcontratações e reuniões, sem revelar o valor.
Reação do escritório e histórico contratual
Em nota pública, o escritório informou que prestou consultoria ampla, envolvendo 15 advogados e três escritórios subcontratados, com 79 reuniões na sede do Master, sem divulgar o montante cobrado. Em dezembro de 2022, o jornal O Globo revelou contrato de aproximadamente R$ 129 milhões com o Master para 2024 a 2027.
O acordo original previa remuneração mensal, mas o importe não foi divulgado pela defesa. Com a liquidação do Master, os pagamentos previstos foram suspensos, afetando o fluxo de receitas vinculado ao contrato. A CPI continua analisando documentos oficiais para esclarecer as transações.
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