- Galípolo afirmou à CPI do Crime Organizado que, em novembro de 2024, o Master teve elevação de rating, o que dificultou a confirmação de favorecimentos pelo Banco Central.
- Belline Santana e Paulo Sérgio de Souza foram afastados do Banco Central em janeiro de 2026 após auditoria interna identificar indícios de favorecimento.
- Eles ocupavam, respectivamente, o cargo de chefe do Departamento de Supervisão Bancária e de chefe adjunto do Departamento de Supervisão Bancária.
- Investigações da Polícia Federal apontam que os servidores revisavam minutas de documentos do Banco Master destinados ao BC e participavam de um grupo de WhatsApp para discutir estratégias.
- O Banco Central informou que afastou cautelarmente os servidores, instaurou procedimento correcional e comunicou indícios de crimes à Polícia Federal.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou à CPI do Crime Organizado que houve dificuldade para identificar de imediato a prática de favorecimento envolvendo servidores do BC e o Banco Master. A declaração ocorreu durante a análise de casos com o banco citado.
Belline Santana e Paulo Sérgio de Souza foram afastados do BC em janeiro de 2026, após auditoria interna que apontou indícios de favorecimento. Eles ocupavam, respectivamente, a chefia do Departamento de Supervisão Bancária e a posição de chefe adjunto do mesmo departamento.
Segundo o relato de Galípolo, novembro de 2024 trouxe um aumento de rating para o Master, o que coincidiu com uma auditoria de balanço da instituição. A gestão anterior teria solicitado a análise de ativos por três escritórios, mantendo dois servidores na supervisão sem migrar para casos mais graves.
A Polícia Federal indicou que os dois servidores revisavam minutas de documentos e comunicações do Banco Master destinadas ao BC, propondo alterações antes de formalizar os documentos. Investigações indicaram ainda participação em grupo de WhatsApp com integrantes do caso para facilitar decisões.
Conforme as apurações, Santana e Souza também orientavam estratégias sobre atuação do BC em processos envolvendo o Master, incluindo sugestões de abordagens a serem usadas em reuniões com dirigentes do BC. A PF apontou que, após a operação, o BC identificou indícios de percepção de vantagens indevidas.
Em nota, o BC informou ter afastado cautelarmente os servidores e instaurado procedimentos correcionais para apurar os fatos, além de comunicar à PF os indícios de prática de crimes. A instituição destacou que mantém o rigor na supervisão de instituições financeiras.
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