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Lula acusa a direita de tentar colocar fim à democracia na eleição de 2026

Lula aponta suposto esquema de ultra direita que buscaria colocar fim à democracia; eleições de 2026 seriam defesa da institucionalidade

Presidente petista diz haver um movimento de "ultra direita" e que eleição deste ano será semelhante à de 2022 para "defender a democracia". (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
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  • Lula acusa a direita brasileira de tentar colocar fim à democracia, apontando como continuidade aos atos de 8 de janeiro de 2023.
  • O presidente afirmou haver um “esquema de ultra direita” contra políticas públicas democráticas, ligando isso ao governo anterior de Jair Bolsonaro.
  • Em entrevista ao site ICL, Lula disse que as eleições de 2026 são para defender a democracia e criticou a ideia de fechar a Suprema Corte e fraudes nas urnas.
  • O petista voltou a defender o seu governo como responsável pela reconstrução de políticas públicas e citou a discussão sobre o “sequestro do orçamento secreto” e a participação do Congresso no uso do dinheiro público.
  • Também criticou a suposta promiscuidade política, afirmou que não é aceitável o atual patamar de gastos com “penduricalhos” do Judiciário e criticou Flávio Bolsonaro em relação a benefícios ligados a terras raras.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a direita brasileira busca encerrar a democracia na eleição de 2026, em continuidade aos atos de 8 de janeiro de 2023. A declaração ocorreu durante entrevista publicada nesta quarta-feira pelo site ICL.

Segundo Lula, existe um “esquema de ultra direita” contra políticas públicas para o povo brasileiro, supostamente herdado do governo anterior. O petista disse que as eleições de 2026 devem ser usadas para defender a democracia, não para ataques institucionais.

Ele voltou a criticar a ideia de que o país está numa terra arrasada e afirmou que 2026 representa o ano da colheita, com foco em reconstruir políticas públicas. O tema envolve dilemas orçamentários e a forma de financiamento de emendas parlamentares.

Para Lula, 60% do orçamento hoje é destinado a deputados e senadores, o que considera incorreto e passível de reformulação via projeto de governo. Também criticou cargos de indicação do Judiciário que, segundo ele, foram aprovados acima do teto.

Flávio Bolsonaro e EUA

Em outro ponto da entrevista, o presidente mencionou o senador Flávio Bolsonaro como adversário direto, sugerindo que ele poderia vender terras raras ao exterior caso seja eleito. Florestas de minerais são-chave para componentes tecnológicos, mas o Brasil não processa esse material internamente.

Lula afirmou ainda que o tema envolve relações com os Estados Unidos e citou visão do ex-presidente Donald Trump, acusado de agir de forma impulsiva nas redes. O tom foi de alerta sobre impactos estratégicos para o Brasil.

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