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Pagamento de R$ 80 milhões a escritório da mulher de Moraes vira alvo da CPI

CPI investiga pagamentos de 80,2 milhões do Banco Master ao escritório ligado à mulher de Moraes, com registros fiscais levantando questionamentos e atraso nas informações

Documento da Receita Federal enviado à CPI no início da semana.
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  • Documento sigiloso da Receita Federal enviado à CPI do Crime Organizado mostra pagamentos do Banco Master ao escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, totalizando R$ 80,2 milhões.
  • Os repasses ocorreram entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, em parcelas mensais de cerca de R$ 3,6 milhões, com aproximadamente R$ 4,9 milhões recolhidos em tributos.
  • Os pagamentos foram declarados por meio de retenções na fonte, indicando prestação de serviços ao longo do período.
  • O escritório de Viviane Barci de Moraes não confirmou os valores, questiona a divulgação e diz que dados fiscais têm sigilo, mantendo que não houve irregularidades.
  • A CPI havia identificado omissão de dados na remessa anterior; com as informações incluídas, o fluxo financeiro passa a ser eixo prioritário, em meio ao prazo curto da comissão e à possibilidade de prorrogação pelo Supremo Tribunal Federal.

Um documento sigiloso da Receita Federal, encaminhado à CPI do Crime Organizado, revelou pagamentos que chegam a 80,2 milhões de reais do Banco Master ao escritório de advocacia ligado à mulher do ministro do STF, Viviane Barci de Moraes. As informações constam de dados fiscais prestados entre 2024 e 2025.

Segundo fontes da comissão, os valores foram declarados por meio de retenções na fonte, com início em fevereiro de 2024 e vigência até novembro de 2025. O montante envolve parcelas mensais próximas de 3,6 milhões de reais, com cerca de 4,9 milhões recolhidos como tributos.

O escritório de Viviane Barci de Moraes afirma não confirmar as informações, classificando-as como incorretas e obtidas indevidamente. A defesa sustenta que dados fiscais são sigilosos e não comentará detalhes sobre valores ou registros.

A CPI identificou que os registros não haviam sido incluídos em uma remessa anterior, o que gerou questionamentos sobre a completude das informações. O fluxo financeiro passa a ser um eixo prioritário da comissão, para entender serviços prestados e a relação com outras frentes de investigação.

Contexto da CPI

A atuação da CPI e o tempo de sua duração são pontos em análise. O prazo atual encerra nesta semana, cabendo ao STF decidir sobre eventual prorrogação. Sem extensão, o aprofundamento do tema fica limitado.

Em março, o escritório de Viviane Barci de Moraes já havia negado irregularidades, afirmando atuação dentro da legalidade e prestação de consultoria jurídica por quase dois anos. Parlamentares destacam o peso do volume de pagamentos no contexto institucional.

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