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Relator lamenta decisão de Alcolumbre; relatório final ficará com documentos

Relator lamenta encerramento da CPI do Crime Organizado e afirma que relatório final se baseará em documentos que chegam aos poucos

Alessandro Vieira diz que relatório final está sendo redigido em uma força-tarefa com os documentos que já chegaram "a conta-gotas". (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
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  • O senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, lamenta a decisão de Davi Alcolumbre de não prorrogar os trabalhos, que devem ser encerrados em 14 de outubro.
  • Uma força-tarefa analisa documentos recebidos aos poucos e cruza informações com foco em o Banco Master e a gestora de capitais Reag, apontados em investigações da Polícia Federal.
  • Vieira afirma que há indícios de interação do Banco Master com pelo menos dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de familiares, com transações confirmadas pelos envolvidos.
  • No caso de Alexandre de Moraes, o envolvimento envolve a esposa, Viviane Barci, e contratos de R$ 129 milhões; houve notícia de recebimento de R$ 40 milhões pelo escritório da família em 2024.
  • Depoimentos já marcados, como do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, devem complementar parte das informações, mas não a totalidade da investigação; o relator critica decisões do STF que teriam anulados requerimentos da CPI.

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), lamentou a decisão de não prorrogar os trabalhos da comissão. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que os trabalhos serão encerrados no dia 14, devido às eleições.

Vieira confirmou que uma força-tarefa está analisando os documentos disponíveis, muitos chegam de forma gradual, para cruzá-los e apurar os fatos. O foco inclui possíveis vínculos entre o Banco Master e a gestora de capitais Reag.

Segundo a apuração, há indícios de operações que ligariam o Banco Master a familiares de ministros do STF, com transações confirmadas pelos envolvidos. Entre os mencionados estão Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Toffoli é citado por negócios envolvendo um resort no Paraná e cotas de ações com um fundo ligado ao cunhado de um empresário preso. Moraes tem relação com a esposa, cuja empresa recebeu contratos relevantes.

A análise dos documentos também envolve o contrato milionário entre o escritório da família de Moraes e o grupo de Vorcaro. Dados da Receita Federal indicam remessas de valores ao escritório em 2024.

Depoimentos previstos, como o do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, devem complementar parte dos fatos, sem, contudo, atender a toda a pauta.

Vieira criticou decisões do STF que teriam reduzido o alcance de requerimentos da CPI, incluindo pedidos de oitiva de testemunhas e de quebra de sigilos de envolvidos. O senador ressaltou a necessidade de continuidade da apuração.

O relator afirmou que aguarda uma definição do ministro Nunes Marques para instalação de uma nova CPI voltada ao Banco Master, mas o magistrado tem se recusado a reunir-se para tratar do tema.

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