- O júri deve deliberar sobre o processo antitruste que envolve a Live Nation e a Ticketmaster, com os argumentos finais ocorrendo a partir de 9 de abril.
- Mais de trinta estados afirmam que a empresa tem posição de monopólio na venda de ingressos, promoção de shows e gestão de espaços.
- Caso possa resultar em multas elevadas ou, em cenário extremo, na separação de Live Nation e Ticketmaster, reformulando o setor de entretenimento ao vivo.
- O Departamento de Justiça fechou, em tempo agregado, um acordo controverso com a empresa, prevendo cerca de 200 milhões de dólares em indenizações e concessões em bilhetagem e negócios de anfiteatros; alguns estados resistiram ao acordo.
- Testemunhas-chave incl useram mensagens entre executivos de venda de ingressos que discutiam cobrar taxas extras e “aproveitar” os fãs; a Live Nation nega pressão sobre venues e afirma ter construído um modelo de negócios eficiente.
Live Nation vê o desfecho do processo de forma indecisa: o júri pode começar a deliberar ainda hoje sobre se a empresa, dona da Ticketmaster, atua como monopólio no setor de shows e ingressos. O caso é movido por autoridades e estados contra a gigante de entretenimento ao vivo.
Mais de 30 estados e o Departamento de Justiça processaram a empresa em 2024, com o julgamento iniciado no início de março. As partes discutem domínio em bilhetagem, promoção de shows e gestão de venues, além de suposta pressão por contratos exclusivos com Ticketmaster.
O objetivo do governo é provar abuso de poder de mercado e danos aos consumidores. Em contrapartida, a defesa sustenta que a estrutura multissetorial da empresa oferece serviços superiores, justificando sua posição de liderança.
O júri pode receber um veredito a partir de hoje ou amanhã. Caso seja considerado culpado, as sanções variam de multas elevadas à possível separação de Live Nation e Ticketmaster, o que mudaria o setor.
Ao longo das últimas cinco semanas, a justiça revelou mensagens entre diretores de ingressos que teriam comentado sobre explorar fãs com tarifas adicionais. A Live Nation nega que tais mensagens representem suas práticas.
Em comunicado, a empresa afirmou que as mensagens não refletem seus valores e negou pressões sobre locais para fechar com Ticketmaster. A defesa também ressalta que o modelo de atuação é comum no setor.
Entre os depoimentos, estiveram executivos da Live Nation e representantes de concorrentes como AEG e SeatGeek. Especialistas de ambas as partes também foram ouvidos, incluindo o gerente do rapper Drake, Adel Nur, na última semana de instruções.
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