- A CPI do crime organizado não terá prorrogação; o prazo final é na próxima terça-feira (14) e o parecer final será apresentado pelo relator Alessandro Vieira.
- Vieira criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dizendo que negar a prorrogação é desserviço à população, apesar de haver documentos e sigilos a analisar.
- Parlamentares criticaram ministros do STF, especialmente André Mendonça e Alexandre de Moraes, citando desobrigação de Ibaneis Rocha e mudanças de regras do Coaf.
- O presidente da comissão, Fabiano Contarato, afirmou que o STF tem dificultado o trabalho da CPI e que há bloqueios ao andamento das oitivas, incluindo a possível oitiva de Cláudio Castro.
- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi ouvido; ele relatou orientação para atuar de forma técnica e comentou o sigilo de oito anos sobre documentos da liquidação do Banco Master.
A CPI do crime organizado do Senado entra na reta final com críticas ao STF e sem margem para prorrogação. A comissão trabalha para encerrar os trabalhos na próxima semana, com a sessão final marcada para terça-feira (14). O objetivo é concluir a análise de documentos e ouvir testemunhas, como o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.
O relator Alessandro Vieira (MDB-SE) já reuniu 28 assinaturas para ampliar o prazo em 60 dias, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitou a prorrogação. A equipe acompanha o encerramento do colegiado sem possibilidade de extensão.
Vieira afirmou que Alcolumbre tem dificultado a continuidade dos trabalhos, citando o argumento de que é ano eleitoral. O relatório final deve ser apresentado na data-limite, com foco em desdobramentos do crime organizado no país.
Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI, reiterou críticas aos mecanismos que, na visão dele, dificultam a oitiva de testemunhas e a obtenção de documentos. O senador afirmou que decisões judiciais restringem a atuação do grupo, dificultando o cruzamento de informações.
A comissão também direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes. A CPI questiona regras determinadas pelo magistrado para requisições e fornecimento de relatórios de inteligência financeira do Coaf, apontando contradições com decisões anteriores.
Continuidade das oitivas e próximos passos
Na quarta-feira (8), a CPI ouviu o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em audiência que tratou da relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O depoimento abordou orientações recebidas para atuar de forma técnica em reuniões com o presidente Lula e o proprietário do Banco Master.
Galípolo explicou que a orientação sempre foi atuar com técnica, mantendo autonomia para investigar e evitar pirotecnia. O depoente também defendeu a manutenção do sigilo de oito anos sobre documentos ligados à liquidação do Banco Master.
O BC informou que a norma de sigilo de oito a dez anos depende de justificativa e que todas as resoluções que resultaram na liquidação seguiram a regra vigente. O presidente explicou que mudanças nessa norma exigem discussão republicana entre Poderes.
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