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Dino solicita vista e suspende julgamento sobre mandato-tampão no Rio

Dino pede vista e suspende julgamento sobre governador-tampão no Rio, mantendo dúvida entre eleição direta ou indireta até 2026

Antes, o ministro falou que é um processo complexo e difícil e enalteceu a Justiça Eleitoral
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  • O ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento sobre o formato da eleição para governadoria-tampão no Rio de Janeiro até o fim de 2026.
  • O placar atual é de um a um entre voto direto (eleição pelo povo) e indireto (deputados), com Luiz Fux defendendo voto secreto na indireta e Cristiano Zanin defendendo voto aberto.
  • Em relação ao processo sob relatoria de Zanin, há defesa pela eleição direta no Rio, com votação prevista apenas em outubro para o mandato de 2027 a 2030; Fux divergiu e pediu a rejeição da ação que questiona a eleição indireta.
  • As ações discutem lei da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro que prevê eleição indireta com votação nominal e aberta, além da desincompatibilização de ocupantes de cargos até 24 horas após a dupla vacância.
  • O caso tem relação com cassação do ex-governador Cláudio Castro; PSD-RJ e o procurador-geral da República defendem eleições diretas.

O ministro Flávio Dino, do STF, pediu vista e suspendeu o julgamento de duas ações sobre o formato da eleição para o governador-tampão no Rio de Janeiro até o fim de 2026. O país observa órbitas sobre se a escolha deve ser direta ou indireta.

A sessão do STF foi interrompida na quinta-feira, 9, após julgadores terem votado na véspera. Os ministros Luiz Fux e Cristiano Zanin já haviam opinado, abrindo placar de 1 a 1.

As ações tratam da forma de escolha do governador-tampão em caso de dupla vacância no estado. A discussão central é se a eleição ocorre por voto direto dos eleitores ou por escolhidos pela Assembleia Legislativa.

Ações discutidas e decisões em andamento

Fux votou a favor do voto secreto dos deputados em uma eventual eleição indireta. Zanin defendeu o voto aberto para esse cenário. O relator do segundo processo, Zanin, pediu eleição direta no Rio e sugeriu agendar a votação para outubro, junto com as eleições de 2027 a 2030.

Fux divergiu eishiniou pela rejeição da ação que questiona a validade de eleições indiretas. O julgamento segue suspenso, e não há conclusão sobre o formato da escolha do governador-tampão.

Manifestação de advogados, PGR e histórico do caso

Advogados do PSD-RJ defenderam que, pela cassação do ex-governador Cláudio Castro, ocorrida há mais de seis meses, a lei requer eleições diretas. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também se posicionou pela eleição direta.

O caso começou após Cláudio Castro deixar o cargo dias antes de uma condenação pelo TSE. O STF já analisou a lei estadual que prevê eleição indireta, mas o tema voltou ao plenário com a participação de novos argumentos.

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