- Ministros discutiram a atuação do crime organizado no Rio de Janeiro durante sessão sobre a definição de como será escolhido o próximo governador do estado.
- O ministro Luiz Fux afirmou que há bons políticos no Rio, mas alertou que se precisarem ir ao inferno, vão acompanhados de altas autoridades, em referência a possíveis impactos legais.
- O ministro Gilmar Mendes citou uma suposta mesada de bicheiros a deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, segundo teria dito um diretor da Polícia Federal; não houve nomes mencionados.
- Mendes informou que o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, está preso, e disse ter ouvido que entre 32 e 34 parlamentares recebiam mesada do jogo do bicho; PF e Alerj não se posicionaram.
- O ministro expressou indignação com a situação do Rio, dizendo: “Deus tenha piedade do Rio de Janeiro”; afirmou que o tema não deve ser motivo para decidir, mas sim para reflexão.
Ministros do STF se posicionaram sobre a situação política do Rio de Janeiro em sessão que discute a definição do próximo governador. As declarações ligaram o cenário local à atuação do crime organizado, incluindo facções, milícias e o jogo do bicho.
Segundo o depurado relato, o ministro Luiz Fux afirmou que políticos do Rio têm representação política relevante no Congresso e destacou que alguns colegas só teriam diante de si uma percepção mais crítica se tivessem participado de julgamentos históricos. Ele é natural do Rio e ressaltou o descrédito generalizado em relação ao estado.
Em outro ponto, o ministro Gilmar Mendes mencionou que, segundo um diretor da Polícia Federal, entre 32 e 34 parlamentares da Alerj recebiam mesadas do jogo do bicho. Mendes não apontou nomes nem confirmou datas, e disse que a afirmação surgiu em uma conversa interna. O presidente da Alerj citado por ele, Rodrigo Bacellar, está preso. A PF e a Alerj foram contatadas pela imprensa para confirmação.
Fonte: G1
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