- A indicação de Jorge Messias ao STF gerou reação do jornal O Estado de S. Paulo, que disse não ver notável saber jurídico no indicado.
- Gleisi Hoffmann reagiu, dizendo que o jornal se mete onde não deve e agride gratuitamente o indicado.
- O editorial do Estadão sustenta que Messias não possui notável saber jurídico e levanta dúvidas sobre sua reputação ilibada, citando, entre outros pontos, um telefonema vazado pela Operação Lava Jato.
- O telefonema envolve Dilma Rousseff e aponta uso de termo de posse para a Casa Civil, leitura que foi anulada pelo ministro Gilmar Mendes.
- Gleisi destacou a formação e a trajetória jurídica de Messias, enquanto a Gazeta do Povo informou que entrou em contato com o Estadão e com a Advocacia-Geral da União para manifestações.
Após a indicação de Jorge Messias ao STF, o jornal O Estado de S.Paulo publicou na madrugada desta quarta-feira (8) um editorial crítico ao eventual notável saber jurídico do indicado. O texto sustenta que Messias não atenderia ao requisito para a vaga no tribunal.
A reação veio logo em seguida: Gleisi Hoffmann, ex-ministra das Relações Institucionais, afirmou em rede social que o veículo se mete onde não deve e ataca gratuitamente o indicado. A crítica envolve ainda a reputação ilibada necessária ao ministro do STF.
O editorial do Estadão questiona o notável saber jurídico de Messias e aponta dúvidas sobre a conduta reputacional dele. Como referência, menciona um suposto telefonema vazado pela Operação Lava Jato, relacionado a Dilma Rousseff, e o uso pretendido de um termo de posse em caso de prisão. A posse apontada foi anulada por decisão de Gilmar Mendes.
Para Gleisi, Messias possui uma trajetória sólida no serviço público e formação jurídica. Ela cita sua formação em direito pela UFPE, além de mestrado e doutorado pela UNB, e aponta produção acadêmica e atuação como professor visitante como evidências de qualificação.
O Estadão define o conceito de notável saber jurídico como reconhecimento amplo pela comunidade jurídica e acadêmica, acima de controvérsias. A resposta de Gleisi ressalta a diferença entre avaliação técnica e visão editorial, mantendo o foco na qualificação do indicado.
A Gazeta do Povo informou ter procurado o Estadão e a AGU para comentários. O veículo afirmou que o espaço permanece aberto para manifestação. A história segue em desenvolvimento, com a avaliação de documentos e posicionamentos institucionais em curso.
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