- O PT não terá candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul pela primeira vez desde a fundação, apoiando Juliana Brizola, do PDT.
- O acordo foi fechado na quinta-feira, nove, após intervenção de Lula, com o PDT exigindo o aval petista a Juliana Brizola em troca de apoio à reeleição do presidente.
- O PT indicava que Edegar Pretto poderia ser vice, mas acabou abrindo mão da candidatura para formar uma frente política liderada por Brizola.
- O PSOL, que apoiava Pretto, discorda do acerto com o PDT e ameaça deixar a aliança.
- A frente política gaúcha, aprovada pelo PT na resolução de 7, reúne PDT, PT, PSB, PSOL, PCdoB, PV e Rede, com foco na reeleição de Lula.
Pela primeira vez desde a fundação, o PT não terá candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul. O partido decidiu fechar apoio à ex-deputada Juliana Brizola, do PDT, após pressão do presidente Lula e interferência para alinhamento com a campanha nacional.
O acordo foi selado nesta quinta-feira, 9. O PDT exigiu, como contrapartida, o aval petista à candidatura de Juliana Brizola, neta de Leonel Brizola. Edegar Pretto, ex-candidato do PT, abriu mão da disputa presidencial gaúcha para integrar a frente.
Pretto deverá compor a chapa como vice, em tese, ao lado de Juliana Brizola. No entanto, o PSOL, que apoiava Pretto, contesta o acordo com o PDT e pode abandonar a aliança compartilhada.
Mudança estrutural na aliança
Em resolução de 7 de fevereiro, o PT determinou que a tática no RS seria definida em conjunto com PDT e aliados, sob a liderança de Juliana Brizola. A frente de apoio reúne PDT, PT, PSB, PSOL, PCdoB, PV e Rede.
Valter Pomar, dirigente da corrente Articulação de Esquerda, criticou a decisão. Dirceu, ex-ministro, afirmou que não houve intervenção, gerando controvérsia com Pomar.
Contexto político e cenário eleitoral
O PT já teve gestão no RS, com Olívio Dutra (1999-2003) e Tarso Genro (2011-2015), além da prefeitura de Porto Alegre por 16 anos. A aliança busca consolidar apoio à reeleição de Lula, segundo o documento partidário.
A oposição interna envolve discordâncias sobre o peso da intervenção no estado. A pesquisa de março aponta Zucco em primeiro lugar entre os candidatos, com Brizola em segundo, Pretto em terceiro e Gabriel Souza em quarto.
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