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PT fica sem candidato ao governo do RS pela primeira vez, sob pressão de Lula

PT não terá candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul pela primeira vez e apoiará Juliana Brizola (PDT) após pressão de Lula; Pretto pode ser vice

Após críticas, o ex-presidente da Conab, Edegar Pretto (PT), abriu mão de sua candidatura
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  • Pelo Rio Grande do Sul, o PT desistiu de ter candidatura própria ao governo pela primeira vez e vai apoiar Juliana Brizola, do PDT, conforme acordo fechado nesta quinta-feira.
  • A parceria foi viabilizada após pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e exigência do PDT pela validação do nome de Juliana na chapa.
  • O ex-presidente da Conab, Edegar Pretto, abriu mão da candidatura e deve figurar como vice na chapa encabeçada por Juliana Brizola.
  • O PSOL ameaça deixar a aliança devido ao acordo com o PDT, que envolve a liderança da frente política formada por PDT, PT, PSB, PSOL, PCdoB, PV e Rede.
  • Pesquisa de março aponta Luciano Zucco (PL) na liderança, Brizola em segundo e Pretto em terceiro, com Pretto abrindo mão da candidatura após o acordo.

O PT decidiu abrir mão de lançar um candidato ao governo do Rio Grande do Sul pela primeira vez na sua história. A candidatura passa a ser liderada pela ex-deputada Juliana Brizola, do PDT, em aliança com a sigla e outras legendas, sob pressão direta do presidente Lula.

A principal contrapartida dada pelo PDT foi o aval dos petistas a Juliana Brizola para compor a chapa. O anúncio ocorreu nesta quinta-feira, 9, após intervenção de Lula na costura política. Edegar Pretto, ex-presidente da Conab, abriu mão da própria candidatura para integrar a chapa como vice, segundo a leitura mais provável.

No entanto, o acerto enfrenta resistência interna. O PSOL, que apoiava Pretto, discorda da aliança com o PDT e ameaça deixar a frente. A resolução de 7 de maio orientou que a tática gaúcha seja construída em conjunto com o PDT e aliados, sob liderança de Brizola.

O que motivou o movimento

A tese defendida pelo PT é a prioridade da reeleição de Lula, citada em trecho do documento aprovado pela Executiva Nacional. A ala que acompanha o ex-ministro José Dirceu criticou a negociação, ressaltando que o caso gaúcho não configura intervenção partidária. Dirceu entende que o PT no RS segue uma linha nacional de alianças.

Reações internas e histórico

Valter Pomar, simpatizante da corrente Articulação de Esquerda, rebateu Dirceu, afirmando que a intervenção existe no RS e recordando episódios passados de intervenção no partido. A disputa interna ocorre em meio a críticas de que o PDT integra governos anteriores considerados neoliberais, como o de Eduardo Leite.

Cenário eleitoral e desdobramentos

Pretto pode figurar como vice na chapa de Brizola; a composição é vista como tentativa de fortalecer a frente ampla. Pesquisas recentes mostravam Zucco (PL) em primeiro, Brizola em segundo, Pretto em terceiro e Gabriel Souza em quarto, sinalizando disputa acirrada pelo governo gaúcho.

A frente de alianças no RS reúne PDT, PT, PSB, PSOL, PCdoB, PV e Rede, com o objetivo de manter o foco na reeleição de Lula e ampliar a influência do bloco na região. A situação segue sujeita a novas definições conforme negociações avancem.

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