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STJ critica advogados que leem sustentações por falta de habilitação

Ministro do STJ afirma que advogados que leem sustentações não têm habilitação técnica; OAB contesta e ressalta importância da prática na defesa.

Villas Bôas Cueva foi alvo de divergência de presidente da Turma e nota de repúdio da OAB. (Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ)
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  • O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Ricardo Villas Bôas Cuevas, afirmou que advogados que leem sustentações orais na corte “não têm habilitação técnica”.

  • A fala ocorreu durante a sessão desta terça-feira, 7, gerando reações negativas na comunidade jurídica.

  • A presidente da Terceira Turma, ministra Daniela Teixeira, rebateu dizendo que o advogado pode ler o que quiser nos seus 15 minutos e que os ministros também costumam ler votos.

  • O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nota dizendo que é grave questionar a atuação de advogados na sustentação oral e pediu respeito entre magistratura e advocacia.

O ministro do STJ Ricardo Villas Bôas Cuevas afirmou que advogados que leem suas sustentações orais não possuem “habilitação técnica” para atuar na Corte. A declaração ocorreu durante a sessão desta terça-feira (7).

Cuevas criticou a prática de leitura durante sustentação, especialmente em videoconferência, associando-a a observações inúteis e à invocação de súmulas inaplicáveis. A fala foi repercutida entre colegas e advogados.

A presidente da Terceira Turma, ministra Daniela Teixeira, rebateu dizendo que o advogado pode ler o que quiser nos 15 minutos de sustentação. Ela lembrou que muitos ministros também leem seus votos, o que não configura objeção à prática.

O Conselho Federal da OAB divulgou nota cobrando cautela e ressaltando que julgar a sustentação oral com base na forma de manifestação não é adequado. A entidade afirmou que tal debate desvia o foco do julgamento e prejudica o ambiente entre magistratura e advocacia.

Ambos os ministros da Terceira Turma ocupam vagas destinadas à representação da advocacia no STJ: Cuevas está no tribunal desde 2011, e Teixeira desde novembro de 2023. O tema gerou debates internos na Corte sobre padrões de atuação.

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