- O ministro Eloy Terena anunciou que já está disponível o total de R$ 53 milhões para a construção de dois super poços e a rede de distribuição nas aldeias Bororó e Jaguapiru, em Dourados, no Mato Grosso do Sul.
- As comunidades, que somam cerca de 20 mil indígenas, enfrentam escassez de água há mais de cinco anos; há um surto de chikungunya no município que atingiu principalmente os povos indígenas.
- O documento para o início das obras foi assinado na sexta-feira, dia três, e os recursos já foram disponibilizados ao estado para execução pela Sanesul.
- A Caixa Econômica Federal precisa aprovar o projeto; a Agesul já realiza o cadastramento da perfuração dos poços, com início das atividades previsto ainda neste semestre; a previsão de conclusão é de dois anos.
- Atualmente há quinze poços provisórios com caixa d’água, bomba e painel solar, instalados pela Universidade Federal da Grande Dourados, para atender a demanda até ficar pronto o sistema definitivo.
O Ministério dos Povos Indígenas informou que os recursos para a construção de um sistema de abastecimento de água na reserva Bororó e Jaguapiru, em Dourados (MS), já estão liberados. A quantia de 53 milhões de reais será destinada à implantação de dois super poços com rede de distribuição para atender a maior reserva indígena urbana do país.
A decisão ocorreu após avaliação das condições de convivência com a escassez hídrica enfrentada pelos cerca de 20 mil indígenas dos povos Guarani Nhandeva, Guarani Kaiowá e Terena. A medida também surge em meio a um agravamento da saúde pública no município por chikungunya, com impacto relevante entre as comunidades.
Aldea Bororó e Jaguapiru vêm sendo abastecidas, de forma provisória, por poços emergenciais. O anúncio foi feito pelo ministro Eloy Terena, que destacou a necessidade de governança capaz de acompanhar, semanalmente, a aplicação dos recursos federais e locais para as obras.
Andamento
O último documento necessário para iniciar as obras foi assinado na sexta-feira (3), segundo Terena, e o dinheiro já foi disponibilizado ao governo estadual para a execução pela Sanesul, empresa estadual de saneamento. A Caixa Econômica Federal ainda precisa aprovar o projeto.
A Sanesul confirmou que as fases de contratação dependem da liberação dos recursos e da publicação de editais para as próximas etapas. A expectativa é iniciar as atividades ainda neste semestre e concluir o sistema em cerca de dois anos.
No momento, comunidades contam com 15 poços ativos, equipados com caixas d’água, bombas e painéis solares, para atender a demanda enquanto o projeto definitivo não fica pronto, explicou o ministro. O objetivo é eliminar o uso de poços provisórios com maior capacidade.
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