- O Exército prendeu, nesta sexta-feira (10), três militares condenados pelo STF por participação no núcleo 4 da suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.
- Foram presos o major da reserva Ângelo Denicoli (em casa, no Espírito Santo), o subtenente Giancarlo Rodrigues e o tenente‑coronel Guilherme Almeida (em Brasília).
- O coronel Reginaldo Abreu, também condenado, não foi localizado e é considerado foragido nos Estados Unidos.
- Ainda na lista, o agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet já está preso desde 2024; Carlos César Moretzsohn Rocha está no Reino Unido e é considerado foragido; ex‑major Ailton Gonçalves Barros já cumpria prisão domiciliar.
- As condenações, definidas em outubro do ano passado, vão de sete anos e seis meses a dezessete anos de prisão, com multas de até R$ 30 milhões, e determinação de cumprimento da pena em instalações militares. A Procuradoria-Geral da República aponta uso de estruturas da Abin para monitorar adversários e disseminar conteúdos falsos.
O Exército prendeu três militares condenados pelo STF por participação no núcleo 4 da suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. A ação visa descrever como houve a tentativa de gerar instabilidade institucional por meio de informações falsas.
O major da reserva Ângelo Denicoli foi preso em casa, no Espírito Santo, e encaminhado ao 38º Batalhão, em Vila Velha. O subtenente Giancarlo Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Almeida foram conduzidos a unidades em Brasília.
O coronel Reginaldo Abreu não foi localizado e é considerado foragido nos Estados Unidos.
A Gazeta do Povo informou ter procurado o Exército para se pronunciar sobre as prisões, que ainda não tiveram resposta publicada.
A prisão ocorre dias depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar o trânsito em julgado, encerrando a possibilidade de recursos. Moraes é relator dos processos do núcleo 4.
Entre os condenados, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso sob a alegação de liderar o plano, segundo decisões da Suprema Corte.
Outro condenado do núcleo 4 é Marcelo Bormevet, da Polícia Federal, preso desde 2024 e que passa a cumprir pena definitiva nesta sexta-feira.
Carlos César Moretzsohn Rocha, ligado ao Instituto Voto Legal, está no Reino Unido e é considerado foragido.
O ex-major Ailton Gonçalves Barros já cumpria prisão domiciliar.
As detenções seguem a regra de custódia em instalações militares, com a PF buscando os demais réus civis.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, os condenados usaram estruturas da Abin para monitorar adversários e produzir conteúdos falsos para influenciar o processo eleitoral e autoridades públicas.
As penas variam de 7 anos e 6 meses a 17 anos, com multas e outras sanções. Também houve multa de R$ 30 milhões por danos morais coletivos e inelegibilidade.
A comunicação ao Superior Tribunal Militar pode avaliar indignidade para o oficialato, o que pode levar à perda de patentes. O processo ainda prevê encaminhar cópias para aprofundar investigações de outros citados.
Entre na conversa da comunidade