- O procurador-geral Paulo Gonet disse que, até o momento, não há indícios suficientes para abrir investigação contra ministros do STF citados no escândalo do Banco Master.
- A PGR avalia cautelosamente as ligações entre Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, requerendo provas concretas para qualquer ação.
- Toffoli está ligado a uma empresa que negociou cotas de um resort no interior do Paraná com o cunhado de Vorcaro; Moraes tem relação por meio de um contrato de R$ 129 milhões do escritório de sua esposa com o Banco Master.
- Vorcaro, preso pela segunda vez, negocia um acordo de delação premiada sob custódia da Polícia Federal, para apresentar fatos inéditos.
- O caso provocou desgaste no STF: Toffoli deixou a relatoria e Moraes evita comentar o envolvimento da esposa; o escritório dela reconheceu serviços ao Banco Master, sem relação com o STF.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que, até o momento, não há elementos suficientes para abrir investigação contra ministros do STF citados no escândalo envolvendo o Banco Master. A apuração aponta ligações entre Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Para Gonet, a investigação só avança com indícios de crime. Vorcaro foi preso pela segunda vez desde o início de março, e negocia delação premiada sob custódia da Polícia Federal em Brasília. O objetivo é apresentar fatos novos e relevantes.
Toffoli passou a ser observado com mais atenção após assumir a relatoria do caso, com apontamentos de ligações além dos negócios com os irmãos. Moraes aparece ligado ao assunto por meio de contrato de 129 milhões do escritório da esposa, Viviane Barci, com o banco Master.
Envolvidos e ligações
O caso segue sob apuração e envolve o histórico de relações entre Toffoli, Moraes e Vorcaro, além de contratos ligados ao banco. Vorcaro está detido e busca ampliar o acordo de delação para beneficiar-se das investigações em curso.
Viviane Barci, esposa de Moraes, teve escritório reconhecido por prestar serviços ao Banco Master, sem atuação vinculada ao STF. O contexto mantém cautela da PGR diante de possíveis responsabilidades institucionais dos envolvidos.
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