- Governo elevou o IPI do cigarro de 2,25% para 3,5% na segunda-feira, para compensar a redução de tributos sobre combustíveis.
- O preço mínimo do maço pode subir de R$ 6,50 para R$ 7,50, o que afeta diretamente o bolso dos consumidores.
- Especialistas divergem: aumento pode reduzir o consumo, mas há alerta sobre o possível crescimento do mercado ilegal.
- Estima-se que a medida pode evitar mais de 145 mil mortes em dez anos.
- Dados da Receita Federal apontam quase 125 milhões de maços ilegalmente apreendidos em 2025 e que 31% do mercado de cigarros é clandestino, aumentando preocupações sobre crime organizado e arrecadação.
Na semana, o governo federal decidiu elevar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre o cigarro, de 2,25% para 3,5%. A medida busca compensar a redução de encargos sobre os combustíveis, mantendo o equilíbrio fiscal.
O reajuste pode elevar o preço mínimo do maço de cigarro de cerca de R$ 6,50 para R$ 7,50, conforme estimativas do setor. Consumidores devem sentir o impacto direto no bolso, especialmente os usuários de alto consumo.
Especialistas ouvidos pelo portal destacam que aumentos de preço costumam reduzir o consumo, com efeitos variáveis por região. A expectativa é de menos fumantes entre quem já pretende reduzir o consumo.
Possíveis impactos no consumo e na arrecadação
Entidades do setor ressaltam que o aumento pode estimular o mercado ilegal de cigarros, que hoje já representa uma parcela relevante do consumo no Brasil.
Dados da Receita Federal indicam que, somente em 2025, foram apreendidos quase 125 milhões de maços ilegais, reforçando preocupações sobre o agravamento do contrabando e da sonegação.
Entre especialistas, há divergências: alguns apontam benefícios em redução de consumo, enquanto outros alertam para impactos na arrecadação e no crime organizado. A discussão sobre equilíbrio fiscal segue em curso.
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