- O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, chamou líderes da indústria cripto de “niilistas” e pediu a aprovação da Lei Clarity.
- A Lei Clarity continua estagnada no Senado, com pouco progresso e disputas entre as partes sobre o caminho para a votação.
- A controvérsia principal envolve rendimentos de stablecoins: Coinbase já retirou apoio à lei por linguagem que poderia restringir esses programas; um acordo parcial foi proposto, mas não agradou a todos.
- Mesmo com propostas de consenso, o tempo para aprovar a Lei Clarity neste ano é curto, e senadores pró-criptomoedas sinalizaram que, se não passar até maio, pode não ocorrer neste ciclo.
- Há também tensão política envolvendo o governo e interesses de Trump com criptoativos, que podem influenciar as discussões antes de eventos oficiais em abril.
Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, criticou nesta quinta-feira líderes da indústria de cripto que ainda resistem à aprovação da Lei Clarity, chamando-os de niilistas e afirmando que é preciso superá-los para fazer a legislação avançar.
Bessent escreveu no Wall Street Journal que boa parte do desenvolvimento de ativos digitais migrou para jurisdições com regras claras, como Abu Dhabi e Singapura, e defendeu uma legislação estável que ofereça segurança aos desenvolvedores e empreendedores.
A Lei Clarity permanece estagnada no Senado, com o registro de avanços bloqueado por divergências entre as partes. Apesar de compromissos de votação crucial por parte dos Republicanos, a aprovação ainda depende de consenso entre interessados.
Disputa sobre rendimentos de stablecoins
A principal controvérsia envolve pagamentos de rendimentos sobre stablecoins para clientes. Em janeiro, a Coinbase retirou seu apoio à Lei Clarity devido a linguagem potencialmente restritiva que poderia limitar esses programas, conforme indicado pelo lobby bancário.
Durante meses, indústria cripto e setor financeiro buscam um acordo, entretanto sem sucesso. Uma proposta revisada circula no Capitólio, mas tem sido recebido com resistência do setor bancário, segundo fontes familiarizadas com o tema.
Um grupo bipartidário de senadores, com participação da Casa Branca, já havia apresentado um compromisso para resolver a questão, mas a Coinbase discordou. A expectativa é de que o tema volte a ganhar fôlego nas próximas semanas.
Prazo e perspectivas
Os autores da Lei Clarity já tentaram acelerar a aprovação, com prazos que passaram de julho para setembro, dezembro e janeiro. Sensíveis ao calendário eleitoral, líderes no Senado temem que a janela se feche na temporada de meio de mandato.
Caso o problema dos rendimentos de stablecoins seja dirimido, ainda restariam questões ligadas a outros empreendimentos de figuras públicas ligadas a criptoativos, que vêm gerando resistências entre Democratas. A Casa Branca tem contestado algumas exigências.
O tema volta ao centro da atenção com a proximidade de eventos políticos relevantes, incluindo encontros entre apoiadores de tokens ligados ao ex-presidente Trump, marcados para abril em Mar-a-Lago, o que pode influenciar o peso político do tema no Capitol Hill.
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