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Ricardo Couto discute poderes com Fachin após cobrança na herança de Castro

Couto é pressionado a auditar contratos herdados e coibir uso eleitoral da máquina; reunião com Fachin pode definir plenos poderes

Desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • Ricardo Couto, governador interino do Rio de Janeiro, está sendo cobrado a atuar mais ativamente na herança deixada pelo governo de Cláudio Castro.
  • O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou que Couto deve governar com plenos poderes até a decisão final da corte.
  • A pressão envolve auditar contratos herdados, reduzir o tamanho da máquina pública para evitar uso da gestão em cabos eleitorais e aumentar a transparência dos gastos.
  • A Secretaria de Representação Política, apontada como “República de Sergipe” em Brasília, tem orçamento próximo de 30 milhões de reais por ano e era comandada pelo ex-deputado André Moura, candidato ao Senado por Sergipe.
  • Couto se reunirá na sexta-feira, dia 10 de abril, com Fachin para tratar dos plenos poderes; há alerta de riscos em contratos firmados durante o governo Castro e possível necessidade de auditoria pelo Tribunal de Contas do Estado.

O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, enfrenta cobrança por ações decisivas sobre a “herança” deixada pelo governo anterior. A pressão envolve auditorias em contratos e a redução de gastos com finalidade eleitoreira.

Durante debate sobre eleições no estado, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que Couto deve governar com plenos poderes até a decisão final da Corte. A afirmação reforça o ritmo de decisões que pesem sobre a gestão provisória.

Couto é cobrado a auditar contratos herdados do governo Cláudio Castro, verificar o possível inchaço da máquina pública e ampliar a transparência dos gastos. O objetivo é evitar uso da estrutura pública para fins eleitorais.

Plenos poderes e agenda

A atuação também envolve a Secretaria de Representação Política, alvo de críticas pela proximidade com interesses eleitorais. A pasta, orçada em cerca de R$ 30 milhões anuais, era chefiada pelo ex-deputado André Moura, que busca vaga ao Senado por Sergipe.

Autoridades indicam que cautela excessiva pode expor o governo a riscos em contratos firmados no governo anterior. Caberá ao Tribunal de Contas do Estado avaliar auditorias em todos os contratos e empenhos.

Há ainda o argumento de que o governador precisa agir para manter coerência com decisões do Tribunal Superior Eleitoral. Moura foi figura central em denúncias de abuso de poder econômico associadas a campanhas anteriores.

Ricardo Couto deve se reunir nesta sexta-feira, 10, com Fachin para discutir os limites de seus poderes. Um dos temas é justamente a atuação em relação aos contratos herdados.

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