- A vereadora Andressa Aparecida Ferreira Siqueira (MDB), de São Domingos do Norte, foi indiciada por abuso de autoridade, tentativa de estelionato contra a União e constrangimento ilegal.
- O indiciamento ocorreu após a Polícia Civil concluir o inquérito sobre conduta da parlamentar.
- Segundo a investigação, ela pressionou uma funcionária do Cras, de 30 anos, a incluir irregularmente uma mulher no Bolsa Família, mesmo sem atendimento aos requisitos.
- O episódio aconteceu em 22 de dezembro de 2025, no Centro de Referência de Assistência Social do município, e houve tentativa de cadastramento que foi rejeitada pelo sistema.
- A defesa da vereadora negou as irregularidades e afirmou que as acusações não correspondem à realidade; o caso foi encaminhado à Justiça Federal.
A vereadora Andressa Aparecida Ferreira Siqueira, MDB, de 51 anos, foi indiciada pela Polícia Civil do Espírito Santo por abuso de autoridade, tentativa de estelionato contra a União e constrangimento ilegal. O inquérito que investigava a conduta da parlamentar foi concluído.
Segundo a investigação, a vereadora teria usado o cargo para pressionar uma servidora pública de 30 anos, responsável pelo cadastro de programas sociais em São Domingos do Norte, para inserir irregularmente uma mulher no Bolsa Família. O objetivo seria beneficiar a pessoa indicada.
O caso ocorreu em 22 de dezembro de 2025, dentro do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município. A servidora afirmou que a concessão depende de critérios federais, não da vontade da autoridade, e explicou que a pessoa indicada não atendia aos requisitos.
Ainda conforme o delegado Valdimar Chieppe, houve pressão direta pela vereadora, mantendo a cobrança até que o cadastro fosse feito, mesmo com a documentação inadequada. Um entrevistador do Cadastro Único presente no local confirmou o tom intimidatório.
A vítima admitiu ter sido orientada a buscar o cadastro, ciente de que não possuía direito ao benefício. O sistema rejeitou o procedimento após a tentativa. O inquérito também registrou desentendimentos anteriores entre a vereadora e servidores, além de outra ocorrência envolvendo uma disputa no DF.
Ao final das investigações, o inquérito foi encaminhado à Justiça Federal. A defesa da parlamentar negou as irregularidades e informou que as alegações não correspondem aos fatos, citando motivação política e ausência de condenação.
A vereadora afirmou que continuará colaborando com as investigações e mantém atuação pautada pela legalidade, enfatizando que as acusações não refletem o mandato. Não houve decisão judicial no momento da divulgação oficial.
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