- Eleitores do Peru voltam às urnas no primeiro turno deste domingo, 12, para escolher o presidente entre 35 candidatos; o vencedor será o nono a ocupar o cargo desde 2016.
- Keiko Fujimori, de 50 anos, lidera as pesquisas e já disputou o posto em três ocasiões anteriores; propõe centros de comando de segurança conectados a nível nacional com uso de inteligência artificial e reforço ao combate à corrupção.
- Rafael López Aliaga, ultraconservador e ex-prefeito de Lima, defende endurecimento do crime, prisões isoladas, expulsão de imigrantes irregulares e possibilidade de pena de morte para homicídios por encomenda.
- Carlos Álvarez, comediante reconhecido, é considerado outsider e propõe ampliar patrulhamento policial, intervenções em áreas com alta criminalidade e medidas contra a anemia infantil.
- Ricardo Belmont, ex-prefeito de Lima e figura de mídia, propõe reformar o sistema de segurança e justiça, ampliar serviços de saúde rurais e desenvolver medidas para reduzir a pobreza, utilizando plataformas digitais para transparência.
Os eleitores do Peru vão às urnas neste domingo (12) para escolher o presidente em primeiro turno, entre 35 candidatos. A votação ocorre no país e no exterior. O resultado pode levar a um segundo turno ainda neste mês. O pleito busca novos rumos para a gestão pública.
A disputa é marcada por alta fragmentação e pela expectativa de quem avançará para o segundo turno. Observadores destacam que o vencedor será o nono presidente desde 2016, em meio a controvérsias e ataques entre candidatos. A segurança e a economia aparecem entre as principais pautas.
Keiko Fujimori
Keiko Fujimori, 50 anos, é filha do ex-presidente Alberto Fujimori. Fundou o Fuerza Popular em 2009 e lidera a bancada mais numerosa no Congresso. Em campanhas anteriores chegou ao segundo turno em 2011, 2016 e 2021.
Em seu plano de governo, propõe centros de comando com inteligência artificial para monitorar criminalidade e emergências, além de fortalecer o controle orçamentário. Defende maior autonomia da Controladoria na prevenção de irregularidades.
A candidata já enfrentou investigações ligadas a supostas doações de obras públicas. Em 2018 chegou a ficar presa por 13 meses, mas o julgamento foi suspenso em 2019. Em 2024 anunciou a quarta candidatura, buscando reduzir controvérsias passadas.
Rafael López Aliaga
Rafael López Aliaga, empresário de 61 anos, é conhecido por posições conservadoras e por manter vínculo com o Opus Dei. Seguro de alianças, tem focado em segurança pública e discurso anticorrupção.
Seu programa prioriza combate ao crime, com maior patrulhamento e medidas duras. Propõe reformas no Judiciário, expulsão de imigrantes irregulares e possibilidade de punição mais severa para crimes graves, conforme a legislação peruana.
O candidato, apelidado de “Porky”, tem forte base em Lima e busca unir eleitores preocupados com violência. Analistas destacam que, no segundo turno, ele pode enfrentar Fujimori em uma disputa decisiva.
Carlos Álvarez
Carlos Álvarez, comediante de 59 anos, concorre pela primeira vez à presidência com o partido País para Todos. Não possui experiência pública anterior, atuando como humorista desde 2020.
O plano de governo dele inclui aumento do patrulhamento policial, intervenções em áreas com alta criminalidade e medidas para reduzir a anemia infantil, além de fortalecer a educação.
Analistas veem Álvarez como outsider com alto reconhecimento de mídia. Questiona-se a viabilidade de propostas de segurança, como punição extrema prevista para certos crimes, sob a ótica constitucional peruana.
Ricardo Belmont
Ricardo Belmont, ex-prefeito de Lima, é conhecido por atuação midiática e presença constante em redes sociais. Nascido em 1945, já comandou a prefeitura entre 1990 e 1995 e disputou a presidência em outras ocasiões.
Seu plano de governo enfatiza reestruturação do sistema de segurança e justiça, com maior transparência em obras públicas por meio de uma plataforma digital. Propõe ampliar serviços de saúde nas áreas rurais e reduzir a pobreza via empreendedorismo.
Belmont utiliza conteúdos em plataformas digitais para comunicar propostas. Analistas destacam que ele ganhou espaço com discurso antiestablishment, conectando-se a parte do eleitorado desiludido com as instituições.
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