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Indicado por Lula busca apoio de senadores para chegar ao STF

Resistência a Messias diminui, mas apoio no Senado continua incerto; sabatina é marcada para 29 de abril, com necessidade de ao menos 41 votos no plenário

Messias depende do apoio de ao menos 41 senadores na votação do plenário
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  • A resistência ao nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF diminuiu entre senadores, mas a aprovação ainda depende de construção de apoio.
  • A sabatina está marcada para 29 de abril, com o processo ainda precisando de ao menos 41 votos no plenário; a CCJ terá a palavra inicial.
  • O AGU pode ter 32 votos já assegurados pela base governista (PT, PSB, PSD e PDT) e busca acenos de MDB e PP.
  • O relator do caso, senador Weverton Rocha, prevê que Messias tenha mais do que os 13 votos na CCJ e possa receber apoio no Senado; o presidente do STF, Edson Fachin, também aponta para a necessidade de preenchimento da vaga.
  • A oposição tem feito campanha contra a indicação, citando independência da Corte; senadores Rogério Marinho e Hamilton Mourão questionam a aptidão de Messias, enquanto a campanha entre senadores deve seguir nas próximas semanas.

A resistência ao nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma cadeira no STF diminuiu entre senadores, mas ainda não está definida. A sabatina na CCJ está marcada para 29 de abril e depende de apoio no plenário.

O governo trabalha com a possibilidade de obter ao menos 41 votos no Senado. A base governista, formada por PT, PSB, PSD e PDT, estima ter 32 votos assegurados, mas recebe contatos de MDB e PP para ampliar o apoio.

O relator da sabatina, senador Weverton Rocha, acredita que Messias pode superar os 13 votos da CCJ e alcançar clientes do plenário. Outros senadores da base já se mostraram favoráveis ou abertos ao apoio, segundo fontes ligadas ao processo.

O senador Carlos Fávaro, do PSD, sinalizou que vai atuar para avançar a indicação. O presidente do STF, Edson Fachin, destacou a necessidade de preenchimento da vaga, o que sustenta o andamento do processo.

Ao mesmo tempo, a oposição intensificou a campanha contra a indicação. O senador Rogério Marinho, do PL, pediu rejeição do nome por entender que a nomeação pode afetar a independência da Corte. O senador Hamilton Mourão, do Republicanos, também manifestou críticas à aptidão de Messias para a vaga.

Na sessão de 9 de maio, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encaminhou oficialmente o nome à CCJ, desbloqueando a tramitação após meses de espera. A expectativa é que a campanha de Messias entre em fase mais agressiva nas próximas três semanas.

O relatório inicial favorável a Messias deverá ser apresentado pela CCJ na próxima quarta-feira (15), segundo fontes próximas ao processo. O objetivo é consolidar o apoio necessário para a sabatina e a votação no plenário.

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