- A Secom, sob o comando do ministro Sidônio Palmeira, gastou cerca de R$ 2 milhões desde 2025 para influenciadores e artistas divulgarem programas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Dira Paes recebeu R$ 470 mil e Milton Cunha, R$ 310 mil; ao todo, ao menos cinquenta e cinco influenciadores receberam entre R$ 1.000 e R$ 124,9 mil, com outros doze via empresas subcontratadas.
- O apresentador João Kleber integrou ações de publicidade vinculadas a campanhas, como o vídeo sobre “Teste de Fidelidade ao Brasil”.
- A Secom justificou as contratações afirmando que influenciadores refletem novos hábitos de consumo de mídia e maior engajamento nas redes.
- Em comparação, o governo anterior gastou R$ 670 mil com influenciadores entre 2019 e 2021; de 2025, R$ 681 milhões foram distribuídos em anúncios, dos quais R$ 234,8 milhões para canais digitais, com 30% da verba publicitária indo a plataformas digitais.
A Secom (Secretaria de Comunicação Social) do governo federal pagou cerca de R$ 2 milhões a influenciadores e artistas desde 2025 para promover programas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A operação é chefiada pelo ministro Sidônio Palmeira.
Dira Paes recebeu R$ 470 mil por divulgar o Celular Seguro, que rastreia aparelhos roubados. Milton Cunha ficou com R$ 310 mil para promover o Agora Tem Especialistas, programa do SUS. Ao todo, 55 influenciadores tiveram cachês entre R$ 1 mil e R$ 124,9 mil.
Outros 12 nomes não receberam diretamente, mas por meio de empresas subcontratadas. João Kleber aparece entre os nomes vinculados a vídeos nas redes sobre um supuesto “Teste de Fidelidade ao Brasil”. A Secom afirma que a escolha reflete novos hábitos de consumo de mídia.
Segundo a Folha, de 2019 a 2021 o governo de Jair Bolsonaro gastou R$ 670 mil com influenciadores, cerca de um terço do valor gasto pela gestão de Lula em 2025. O jornal aponta que Sidônio destinou 30% da verba a sites e plataformas digitais.
Dos R$ 681 milhões distribuídos em anúncios em 2025 pela Secom e ministérios, R$ 234,8 milhões foram pagos a canais digitais, apontam dados da reportagem. A Secom justificou a prioridade a plataformas online pela maior participação da audiência.
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