- A saída antecipada da presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia, abre espaço para que Kaj Nunes Marques assuma a presidência pela primeira vez, em maio, após a eleição interna marcada para o dia 14 de maio.
- Kassio Nunes Marques, ministro do Supremo Tribunal Federal, ficará responsável por conduzir o processo eleitoral de 2026, com o primeiro turno previsto para 4 de outubro.
- A escolha da nova cúpula é considerada protocolar: além de Nunes Marques, o ministro André Mendonça, indicado por Bolsonaro, deve assumir a vice-presidência do TSE.
- A mudança ocorre para garantir maior tranquilidade administrativa na organização das eleições, segundo Cármen Lúcia, que deixou claro ter antecipado a saída para evitar transições próximas ao pleito.
- O TSE, com sete ministros — três do Supremo, dois do Superior Tribunal de Justiça e dois juristas — terá a presidência exercida por um ministro do STF durante a eleição.
O TSE terá uma mudança histórica na sua cúpula. Kassio Nunes Marques, ministro do STF indicado por Jair Bolsonaro, deve assumir a presidência da Corte já em maio, em meio à eleição interna marcada para a próxima semana. O objetivo é conduzir o pleito de 2026, cujo primeiro turno está previsto para 4 de outubro.
A antecipação ocorre após o anúncio da aposentadoria antecipada de Cármen Lúcia, que deixará a presidência antes do término do mandato. A decisão busca assegurar maior tranquilidade administrativa na organização das eleições, segundo a ministra.
A transição é protocolar: além de Nunes Marques na presidência, André Mendonça, também indicado por Bolsonaro, deve assumir a vice-presidência do TSE. Mendonça é o segundo nome de Bolsonaro entre os ministros do STF indicado para o tribunal.
Nunes Marques, indicado ao STF em 2020, terá papel central na coordenação das etapas do pleito, desde o registro de candidaturas até a divulgação dos resultados. Como presidente, o ministro supervisionará a logística nacional das urnas eletrônicas e a fiscalização do processo eleitoral.
O TSE é composto por sete ministros com mandatos temporários: três do STF, dois do STJ e dois juristas. A presidência é exercida por um ministro do Supremo que integra a Corte.
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