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Senado aprova projeto que prevê criança como agravante de crime

CDH aprova projeto que inclui criança ou adolescente como circunstância agravante, elevando penas em crimes com presença de menores

Magno Malta considerou o projeto uma reposta à exposição de crianças e adolescentes à criminalidade, "que banaliza a violência e compromete o desenvolvimento social dos jovens"
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  • A Comissão de Direitos Humanos aprovou o Projeto de Lei 4.244/2025, de Flávio Bolsonaro, que inclui a presença de criança ou adolescente como circunstância agravante de crime.
  • O texto altera o Código Penal para considerar a presença de menor, mesmo que não seja vítima direta, como fator que aumenta a pena.
  • A Lei de Drogas (Lei 11.343/2006) também deve passar a prever aumento de pena de 1/6 a 2/3 quando houver criança ou adolescente presente.
  • O relator, senador Magno Malta, afirma que a presença de menores expõe crianças a traumas e perpetua a violência, justificando a medida para proteção integral.
  • A emenda substitutiva de Malta ajusta apenas a redação sem alterar o conteúdo da proposta; o projeto segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça.

A Comissão de Direitos Humanos aprovou um projeto que acrescenta a presença de criança ou adolescente como circunstância que agrava a pena em crimes. A proposta foi apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro e teve relatoria de Magno Malta, após tramitar na CDH nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026. O objetivo é reduzir a exposição de menores a atividades criminosas.

O projeto altera o Código Penal para incluir a presença de crianças e adolescentes, mesmo que não sejam vítimas diretas, entre os fatores que elevam a pena. Também modifica a Lei de Drogas, aumentando de 1/6 a 2/3 a pena para crimes relacionados quando houver menor no ambiente. A justificativa sustenta que a presença infantil gera traumas e contribui para ciclos de insegurança.

A emenda substitutiva apresentada por Malta apenas ajusta a redação sem alterar o conteúdo principal da proposta, que segue para análise final da Comissão de Constituição e Justiça. A ideia é ampliar a proteção de menores diante da criminalidade.

Proposta e tramitação

Segundo o texto, a exposição de crianças a homicídios, violência doméstica e roubos pode causar danos psicológicos de maior impacto no desenvolvimento. O discurso de defesa ressalta que a medida protege o direito infantil de crescer em ambiente de paz e segurança, em conformidade com a dignidade humana. A opinionação do relator é de que a presença de menores já basta para gerar efeitos negativos significativos.

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