- O governo federal assina nesta segunda-feira (13) a operação de crédito que viabiliza metade do aporte público para o túnel imerso Santos-Guarujá, com a participação do governo de São Paulo no financiamento.
- O investimento total é de R$ 6,8 bilhões, sendo R$ 5,2 bilhões bancada pelo setor público (metade pela União e metade pelo governo estadual); o depósito paulista ocorreu no início de abril.
- O clima entre as esferas é de desgaste: o governo paulista diz ter sido convidado para o evento apenas na sexta-feira (10) e o governador Tarcísio de Freitas sinalizou interesse em aportar recursos integralmente.
- O TCU suspendeu, em março, repasses federais que seriam feitos pela Autoridade Portuária de Santos, e agora há expectativa de liberação dos recursos para a conta garantia, mesmo diante de divergências sobre governança.
- A obra deve reduzir o tempo de deslocamento entre Santos e Guarujá para cerca de cinco minutos, com início previsto das obras em janeiro de dois mil e vinte e sete e operação em 2031; a licitação teve a Mota-Engil como vencedora.
O governo federal deve assinar, nesta segunda-feira (13), a operação de crédito que viabiliza metade do aporte público para a construção do túnel imerso Santos-Guarujá. O valor já foi depositado pelo governo de São Paulo, que participa do financiamento, para a obra.
A cerimônia ocorre em meio a tensões entre as esferas federal e estadual. O governo paulista informou ter sido convidado para o ato apenas na sexta-feira (10). No mesmo dia, o governador Tarcísio de Freitas indicou a disposição de investir integralmente os recursos.
O investimento total é de 6,8 bilhões de reais, com 5,2 bilhões vindo do setor público — metade da União e metade do governo paulista. O depósito paulista, feito no início de abril, representa a parcela do estado.
Contexto institucional e entraves
O clima envolve disputas sobre a paternidade do projeto, com o governo paulista alegando tentativa de protagonismo da União. Já o governo federal afirma tratar-se de alinhamento entre os entes para a obra.
A tramitação também enfrentou entraves técnicos. Em março, o TCU determinou a suspensão temporária de repasses federais pela APS, para a obra, que depende da governança do projeto.
A formalização da operação de crédito aumenta a expectativa de liberação de recursos pela Corte nesta semana, para a conta garantia, apesar dos impasses sobre governança. A Mota-Engil venceu o leilão realizado em setembro de 2025.
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