- Centrão rejeita Romeu Zema como vice na chapa de Flávio Bolsonaro e prefere a ex-ministra Tereza Cristina.
- Declarações de Zema sobre o Nordeste são vistas pelos aliados como potencial desgaste explosivo na campanha.
- Núcleo duro do governo e articuladores do Centrão veem risco de exploração dessas falas por adversários, especialmente pelo governo Lula.
- Apesar da resistência, Zema continua sendo o nome preferido do núcleo duro de Flávio Bolsonaro.
- Consórcio Nordeste classificou as declarações de Zema como leitura preocupante do Brasil e destacou o histórico de penalização do Norte e Nordeste.
O Centrão tem reforçado a resistência ao nome de Romeu Zema como possível vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A avaliação é de que a fala do senador mineiro sobre o Nordeste pode gerar desgaste explosivo na campanha e ser explorada por adversários, especialmente pelo governo Lula.
Lideranças do bloco sinalizam preferência por Tereza Cristina e veem a declaração de Zema como prejudicial à construção da candidatura. A avaliação é que o Nordeste costuma atrasar a percepção nacional sobre o conjunto da aliança.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em 2023, Zema defendeu uma articulação entre Sul e Sudeste para contrapor o movimento de governadores nordestinos. A fala foi lembrada como critério de avaliação pelos próximos movimentos.
Para o Centrão, a frase de Zema representa risco político e pode contaminar a agenda nacional, a depender do desempenho eleitoral. O tema tem sido objeto de análise entre membros do bloco, que avaliam cenários de composição.
Mesmo com a resistência, Zema continua sendo o nome considerado pelo núcleo duro de Flávio Bolsonaro. A relação entre os dois foi destacada por campanhas recentes, que incluem vídeos de ambos em tom jocoso sobre a possível aliança.
No fim de semana, a dupla apareceu em postagem conjunta nas redes, com Zema convidando Flávio para ser seu vice. Flávio devolveu em tom de brincadeira, e os dois brindaram em meio a risos.
O Consórcio Nordeste reagiu às falas de Zema, chamando-as de leitura preocupante do Brasil. O grupo ressaltou que as regiões Norte e Nordeste já foram historicamente penalizadas por políticas de desenvolvimento.
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