- A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara aprovou parecer favorável aos 7 nomes indicados para ocupar a vaga aberta no Tribunal de Contas da União (TCU).
- A sabatina na comissão encerrou a análise técnica; os indicados seguem para votação em plenário, que será secreta na terça-feira, 14 de abril, e vence quem obtiver maioria simples.
- Se aprovado no plenário, o escolhido vira um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que precisa da confirmação do Senado.
- Odair Cunha, indicado pelo PT, lidera entre os candidatos, com apoio de 11 partidos e do presidente da Câmara, mas tenta manter distância do governo.
- Os demais candidatos durante a sabatina defenderam pautas como integridade, transparência, controle de gastos públicos e maior sinergia entre Congresso e TCU.
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara aprovou, nesta segunda-feira (13.abr.2026), o parecer favorável aos 7 nomes indicados para ocupar a vaga aberta no TCU. A sabatina da comissão atestou que os indicados cumprem os requisitos constitucionais e estão aptos a exercer o controle externo da administração pública. Em seguida, os nomes seguem para votação em plenário.
A votação em plenário será secreta e ocorre na terça-feira (14.abr). Será considerado eleito quem obtiver a maioria simples dos votos. O eleito vira um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que precisa do aval do Senado para ocupar a vaga.
Candidatos e sabatina
Odair Cunha (MG), favorito e indicado pelo PT, busca desvincular seu nome de alianças governistas. O deputado afirmou durante a sabatina que sua candidatura não pertence a governo, nem a seu partido ou à oposição, e que o objetivo é um trabalho técnico e sério. Odair recebe apoio de 11 partidos e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Durante a sabatina, os demais candidatos apresentaram propostas e trajetórias. Adriana Ventura (Novo-SP) defendeu integridade e monitoramento de recursos, apontando para atuação mais consultiva do TCU. Danilo Forte (União-CE) criticou avaliação discricionária do Executivo sobre emendas e pediu um orçamento dinâmico. Elmar Nascimento (União-BA) defendeu a impositividade das emendas para ampliar a independência do Legislativo. Gilson Daniel (Podemos-ES) enfatizou perfil técnico, com foco em custos na gestão pública. Hugo Leal (PSD-RJ) ressaltou a necessidade de maior sinergia entre Congresso e TCU para destravar investimentos. Soraya Santos (PL-RJ) destacou a qualidade do gasto e maior representatividade feminina no tribunal.
Contexto e próximos passos
O cargo no TCU é vitalício, com aposentadoria aos 75 anos, e corresponde a 9 ministros, sendo 3 indicados pelo presidente e 6 pelo Congresso. A vaga aberta foi criada pela aposentadoria de Aroldo Cedraz, integrada à cota da Câmara. A aprovação final depende da maioria simples no plenário da Câmara, seguida da validação pelo Senado.
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