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Contrato bilionário da Petrobras levanta suspeitas em investigação no Peru

Contrato de US$ 1,8 bilhão da Petrobras em Lima é investigado por suspeita de propina na operação Rutas de Lima, com US$ 700 mil em movimentação

Sede da Petrobras no Rio de Janeiro. (Foto: Antonio Lacerda/EFE)
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  • Petrobras assinou em 2025 um contrato de US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 9 bilhões) que passou a ser alvo de suspeitas no Peru.
  • A investigação peruana, vinculada ao esquema de propina e lavagem de dinheiro conhecido como “Rutas de Lima”, envolve contratos na capital Lima e empresas da Odebrecht.
  • O contrato da Petrobras estaria relacionado a duas empresas, Tenenge e EGTC Infra, com registros que apontam movimentação financeira suspeita de cerca de US$ 700 mil.
  • O dinheiro envolvia o empresário Ricardo Pereira Neto, controlador da EGTC Infra, e uma suposta empresa de fachada chamada Pyrum, com transações ocorridas próximo à assinatura do contrato, em outubro de 2025.
  • O documento cita ainda pagamento direto a Jorge Barata, ex-presidente da Odebrecht no Peru, e o governo peruano busca, por meio da Justiça dos Estados Unidos, dados bancários e documentos para avançar nos processos no Peru.

Um contrato da Petrobras no valor de US$ 1,8 bilhão, assinado em 2025, passa a figurar na pauta de suspeitas de corrupção no Peru. A informação foi publicada pelo portal Metrópoles nesta segunda-feira (13).

O pedido feito pelo governo peruano à Justiça dos Estados Unidos integra uma investigação maior sobre o esquema de propina e lavagem de dinheiro conhecido como Rutas de Lima. O objetivo é obter dados que contribuam com os processos em andamento no Peru.

O caso envolve contratos públicos na capital Lima e empresas ligadas à construtora Odebrecht. A investigação busca entender se houve pagamento de propina e financiamento ilegal de campanhas para obtenção de contratos no país.

Detalhes do contrato e movimentações financeiras

Segundo o Metrópoles, o contrato da Petrobras seria firmado com as empresas Tenenge e EGTC Infra. Registros financeiros indicam uma movimentação suspeita de cerca de US$ 700 mil associada ao empresário Ricardo Pereira Neto, controlador da EGTC Infra, que já atuou no projeto Rutas de Lima.

Uma possível empresa de fachada chamada Pyrum também aparece nas informações analisadas. As transações teriam ocorrido próximo à assinatura do contrato, em outubro de 2025.

O documento citado pela reportagem menciona ainda pagamento direto a Jorge Barata, ex-presidente da Odebrecht no Peru, ligado a importantes desdobramentos de corrupção no país. Isso reforça o foco da apuração sobre fluxos de recursos envolvendo empresas envolvidas no setor.

Objetivo da cooperação internacional

O governo peruano busca, por meio da Justiça dos EUA, acesso a dados bancários e documentos que demonstrem o caminho do dinheiro. Tais informações devem embasar processos criminais que já tramitam no Peru. A iniciativa reforça a cooperação entre autoridades brasileiras, peruanas e norte-americanas.

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