- A morte de Thawanna da Silva Salmázio, ocorrida no início de abril na Zona Leste de São Paulo, ganhou novos capítulos com entrevista ao X da Questão.
- Os advogados da família apresentaram a versão da policial Yasmin Cursino Ferreira, que alegou ter recebido um tapa no rosto da vítima e afirmou ter atirado por medo de ter a arma de serviço roubada.
- A defesa ressalta que a policial ainda não prestou depoimento formal no inquérito que apura o homicídio; a oitiva da Polícia Militar deve ocorrer ao final da coleta de provas.
- A soldado permanece em liberdade enquanto a família questiona a proporcionalidade do uso da força.
- A entrevista está disponível no canal do Paulo Mathias, com relatos sobre as peças apresentadas pela defesa.
A investigação sobre a morte de Thawanna da Silva Salmázio, registrada no início de abril na Zona Leste de São Paulo, ganhou novo contorno nesta segunda-feira. Em entrevista ao programa X da Questão, os advogados da família apresentaram a justificativa divulgada pela policial envolvida no caso. A defesa afirma que a versão foi apresentada pela soldado em depoimento preliminar.
Conforme os advogados Eder Jorge de Barros Rodrigues, Viviane Aparecida Leme e Rafael dos Santos Patrício, a policial Yasmin Cursino Ferreira sustenta que reagiu a uma suposta agressão. Segundo a defesa, a policial afirmou ter sido atingida por um tapa no rosto causado pela vítima, o que, segundo ela, justificaria o disparo por medo de ter a arma de serviço roubada.
Ainda segundo a defesa, Yasmin Cursino Ferreira não prestou depoimento formal no inquérito que apura o homicídio. A oitiva da policial deverá ocorrer apenas na fase final da coleta de provas, conforme o rito da investigação. A policial continua em liberdade, enquanto a família questiona a proporcionalidade da resposta policial.
Desdobramentos da versão apresentada
A família de Thawanna mantém dúvidas sobre a versão apresentada e sobre os procedimentos adotados pela instituição. O episódio ocorreu no bairro Cidade Tiradentes, área com movimentação de forças de segurança e diversas ocorrências registradas recentemente. A perícia e as oitivas devem continuar nos próximos dias para esclarecer as circunstâncias do disparo.
A reportagem acompanhou a entrevista ao vivo, divulgada pela plataforma associada ao programa, que costuma abordar casos de segurança pública e penal. As informações oficiais sobre o andamento do inquérito ainda dependem de atos investigatórios e de confirmação policial.
A defesa da família pondera que a atuação policial deve ser avaliada sob critérios de proporcionalidade e necessidade, com o objetivo de apurar eventuais excessos. A Prefeitura e a Polícia Militar ainda não se pronunciaram de forma oficial sobre o caso.
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