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Deputado Lucas Bove vira réu por descumprir 10 medidas protetivas à ex

Deputado Lucas Bove torna-se réu em segunda ação por descumprimento de dez medidas protetivas; processo anterior por violência tramita em segredo de justiça

Lucas Bove foi acusado pela ex-mulher de violência psicológica e ameaça em 4 de setembro de 2025
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  • A Justiça de São Paulo tornou o deputado estadual Lucas Bove (PL) réu em um segundo processo criminal por descumprimento de dez medidas protetivas concedidas à ex-mulher, a influenciadora Cíntia Chagas.
  • A decisão foi do juiz Felipe Pombo Rodriguez, da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, e o caso tramita em segredo de Justiça.
  • As medidas protetivas foram impostas em um processo anterior que envolve violência doméstica, violência psicológica, ameaça e perseguição.
  • Estão marcadas audiências para outubro de 2025: 6 de outubro (ouvir a vítima e testemunhas de acusação), 7 de outubro (testemunhas de defesa) e 8 de outubro (o interrogatório do réu).
  • O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo reabriu o processo por quebra de decoro após Bove se tornar réu; ele permanece em liberdade, com multa de R$ 50 mil aplicada anteriormente.

O deputado estadual Lucas Bove (PL) tornou-se réu em um segundo processo criminal aberto na Justiça de São Paulo, ligado a descumprimentos de medidas protetivas. A ação envolve a ex-mulher dele, a influenciadora Cíntia Chagas, e é decorrente de 10 episódios de desrespeito às medidas impostas em um processo anterior.

A decisão foi proferida pelo juiz Felipe Pombo Rodriguez, da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, com base em denúncia do Ministério Público. O magistrado entende que há provas suficientes para a acusação de descumprimento e que o réu está devidamente identificado.

O processo tramita em segredo de Justiça e já havia resultado no acolhimento da denúncia contra Bove em relação ao segundo inquérito. A defesa do parlamentar não havia se manifestado quando a reportagem solicitou posicionamento.

O que está em jogo envolve dez episódios de descumprimento das medidas protetivas. A Justiça marcou audiências para outubro de 2025, com oitiva da vítima, testemunhas de acusação, defesa e eventual interrogatório do réu.

Em 2024, o juiz já havia negado prisão preventiva, impondo multa de R$ 50 mil ao deputado. Bove continua em liberdade e responde a ambos os processos. O caso também levou o Conselho de Ética da Alesp a reabrir o processo por quebra de decoro.

Violência doméstica

Cíntia Chagas registrou boletim de ocorrência em setembro do ano anterior, apontando violência psicológica e ameaças. A denúncia, apresentada em outubro, descreve uma escalada de abusos entre 2022 e 2025, incluindo episódios de controle, agressões e uso de arma em tom de ameaça.

Segundo a acusação, Bove teria restringido a liberdade da ex-esposa, controlando roupas, viagens e contatos, e exigindo comprovações de localização para intervenções em campanhas publicitárias. Laudos psicológicos indicaram TEPT e necessidade de escolta física.

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