- Ministros do Supremo Tribunal Federal avaliam ter votos suficientes para aprovar a indicação de Jorge Messias para uma vaga na Corte, após a aposentadoria de Luis Roberto Barroso.
- O tribunal está com dez ministros desde a aposentadoria de Barroso, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou o nome de Messias ao Senado no início de abril.
- A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado está marcada para o dia 29 de abril, com o senador Weverton Rocha (PDT) como relator da indicação.
- A articulação para a confirmação envolve ministros como Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin.
- Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não garantem a aprovação e dizem que a articulação cabe ao governo, enquanto a leitura interna aponta caminho aberto para Messias.
Nos bastidores do STF, ministros avaliam que há votos suficientes para aprovar a nomeação de Jorge Messias para a vaga aberta com a aposentadoria de Barroso. A percepção ganha consistência após a indicação feita pelo presidente Lula no fim de 2025 e envio ao Senado no início de abril de 2026.
O STF está com 10 ministros desde a saída de Barroso. Messias foi escolhido por Lula em novembro anterior e aguarda sabatina no Senado. A expectativa é de que o processo avance sem grandes entraves, conforme leituras feitas entre integrantes da corte.
A sabatina está marcada para o dia 29 de abril pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O senador Weverton Rocha, do PDT, foi oficializado como relator da indicação, em 9 de abril, para conduzir a análise da indicação.
Entre os ministros que aparecem como aliados de Messias, destacam-se Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. A articulação interna é apontada como decisiva para confirmar a aprovação da nomeação.
No entanto, aliados de Davi Alcolumbre, atual presidente do Senado, dizem que a definição do resultado depende do governo federal. Eles mantêm posição de não intervir diretamente no processo, mantendo o papel de guarda das regras institucionais.
Especialistas ouvidos veem caminho aberto para Messias, com respaldo de membros da corte e da base governista. A avaliação interna é de que o conjunto de votos tende a confirmar a indicação na sabatina e na fase de votação no plenário.
A notícia de bastidores reforça o cenário de equilíbrio entre apoio de setores do STF e da coalizão governista, mantendo a atenção sobre desdobramentos políticos e sobre o possível impacto institucional da indicação.
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