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Nunes Marques defende higidez e credibilidade das urnas na presidência do TSE

Nunes Marques assume a presidência do TSE, defende higidez das urnas e busca reduzir abstenção, ampliar participação indígena nas eleições de 2026

O ministro do STF Kassio Nunes Marques — Foto: Rosinei Coutinho/STF
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  • Kassio Nunes Marques deve ser eleito nesta terça-feira como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, iniciando a transição e o planejamento para as eleições de 2026.
  • André Mendonça será eleito vice-presidente; ainda não há data para a posse.
  • Nunes Marques pretende defender as urnas eletrônicas, combater a abstenção e agilizar a derrubada de conteúdos com uso indevido de inteligência artificial.
  • Planeja uma força-tarefa com os Tribunais Regionais Eleitorais para revisitar mais de quinhentas mil urnas que serão usadas nas eleições de outubro.
  • Quer ampliar a participação de povos indígenas nas eleições, com capacitação e maior circulação de informações, além de reforçar parcerias de cibersegurança e checagem de fatos.

Kassio Nunes Marques deve ser eleito nesta terça-feira como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dando início à transição e ao planejamento das eleições de 2026. André Mendonça será vice-presidente. Ambos foram indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nunes Marques, atual vice-presidente do TSE, assumirá o comando no lugar da ministra Carmen Lúcia. A posse ainda não tem data definida, seguindo a tradição de antiguidade entre os ministros do STF que integram o TSE.

O ministro afirmou a interlocutores que defenderá a higidez das urnas eletrônicas e adotará medidas para reduzir a abstenção, além de discutir recursos para derrubar conteúdos com uso indevido de IA. Participação indígena também é prioridade.

Entre as ações planejadas, está a criação de uma força-tarefa com os Tribunais Regionais Eleitorais para revisar mais de 500 mil urnas usadas nas eleições de 2026, incluindo equipamentos novos e antigos, com foco em falhas medidas.

Outra mudança relevante envolve o protocolo de auditorias: o partido poderá escolher qual equipamento avaliar, ao invés de definir pela Justiça Eleitoral. A expectativa é ampliar transparência e confiabilidade do processo.

A eleição presidencial de 2026 tem, ainda, ressalvas sobre a abstenção de 2022, quando cerca de 20% do eleitorado não participou do primeiro turno. Nunes Marques afirmou que o tema será discutido com a equipe do TSE para buscar redução.

O futuro presidente do TSE também planeja firmar convênios com instituições e universidades para trabalhar a cibersegurança e a checagem de informações. Parcerias com plataformas e agências de checagem devem continuar.

Além disso, o magistrado quer ampliar a participação de povos indígenas, com capacitação e maior circulação de informações para garantir participação mais ampla nas eleições. Em fevereiro, participou de audiência pública sobre inclusão eleitoral.

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